22 de novembro de 2021

O que você precisa saber sobre a fibromialgia (Atualização)



Esse texto será uma atualização uma postagem desse mesmo blog do ano de 2012 (clique aqui para conferir).

De lá para cá tivermos muitas atualizações a cerca do tema, principalmente de quanto ao diagnóstico, que será o tema central desse post. Caminhamos para muitos entendimentos, mas infelizmente ainda temos muitas dúvidas.

Vou dividir o texto em uma contextualização geral (definição, prognóstico e causas) e critérios diagnósticos.

Então confere aí na sequência.        

Contextualização

Definição

A fibromialgia é considerada uma síndrome, pois se caracteriza por um conjunto de sinais e sintomas ainda não bem compreendidos. A dor é sem dúvida a principal característica, tendo em vista que pode ser altamente incapacitante.

Trata-se de uma crônica, assim como os outros sintomas, com queixas que superam três meses. Ainda quando a sensibilidade dolorosa podem uma percepção exagerada a estímulos dolorosos (ou seja, hiperalgesia) ou se queixar de dor a estímulos não dolorosos (como toque leve, a roupa que encosta na pele, a o vento que bate na pele)

Outros sintomas comuns são: fadiga; distúrbio do sono; cefaléia (dor de cabeça) crônica; distúrbios cognitivos (como esquecimentos, dificuldades de concentração); dor abdominal difusa; tontura; vertigem; parestesias; hipersensibilidade a ruídos; odores luz prrodutos químicos.

Prognóstico

Apesar a extensa lista de sinais e sintomas, além das limitações e impacto de vida trazida por elas, a fibromialgia é não progressiva, não degenerativa e de curso clínico variável. Quanto a este tópico, é pode ser variável por muitos fatores, dentre ele: influenciado pelo gerenciamento pelo paciente, forma de manejo (como é tratado), e isso faz as crises variarem ao longo do tempo.

O que causa a fibromialgia?

Ainda não sabemos a causa. Na verdade, é difícil dizer o que de fato são sintomas causados pela fibromialgia, ou sintomas que apenas estão presentes de forma simultânea a síndrome, ou seja, um epifenômeno. 

Mas a literatura tem apontados diversos fatores:

  • Sensibilização do sistema nervoso central (por algum motivo, existe uma alteração no "sistema da dor" e percebe-se dor a estímulos não dolorosos, ou que fazem perceber uma dor com maior intensidade);
  • Diminuição de substância que inibiriam a dor;
  • Menor quantidade de receptores opioidérgicos (que estariam relacionados ao controle da dor);
  • Perda de massa cinzenta nas áreas de processamento da dor;
  • Fatores genéticos;
  • Fatores estressores (ambientais, emocionais, alimentares);
  • Disfunção endócrina.
São muitos fatores que podem estar envolvidos e associados em alguma magnitude uns com os outros. Mas a ciência ainda não bateu o martelo quanto a isso. 

Diagnóstico

Esse aqui é principal motivo da atualização. Na post anterior sobre o mesmo tema os critérios diagnósticos foram baseados na atualização de 1990 do Colégio Americano de Reumatologia. No entanto, temos uma atualização mais recente, que é a de 2016, na qual vou apresentar aqui.

Esse critério anterior considerava dor generalizada (bilateral, acima e abaixo da cintura e esqueleto axial) ≥ 3 meses. Dor à palpação com uma força de ~ 4 kg, em pelo menos 11 ou mais dos 18 pontos dolorosos - tender points. Foi observado que esse critério tendia a gerar diagnósticos preferencialmente de mulheres, gerando falsos positivos.

Nos critérios de 2016 é considerado a validação do clínico, Índice de Dor Generalizada (IDG) e a escala de Severidade de Sintomas (SS).

O IDG é pontuado de 0 a 19 pontos, onde o paciente responde e cinco regiões do corpo os locais que ele sente dor. 

Já do domínio de SS é considerado fadiga, problemas congnitivos, cansaço, cãibras, depressão, dor de cabeça.

Então, com o IDG ≥ 7 e SS ≥ 5 ou IDG entre 4 - 6 e SS ≥ 9 pontos + Dor generalizada em pelo menos 4 das 5 regiões do corpo (4 quadrantes e esqueleto axial), exceto face e abdome, considera-se o diagnóstico de fibromialgia. 


Áreas baseadas no IDG: Fonte 


Diagnóstico independe de outras condições, ou seja, o paciente pode ter outra condição clínica como lúpus, artrite e também fibromialgia.

Clique aqui e baixe a ficha de avaliação para fibromialgia

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