31 de maio de 2015

Na hora de tratar, quem está correto?


          
  Certamente, na nossa prática clínica, procuramos oferecer o melhor para o nosso paciente. O próprio paciente busca isso do profissional a quem procura. Em nossa ânsia de poder oferecer isso, partimos em busca de várias capacitações. Formações das mais variadas técnicas parecem surgir a cada dia, cada uma com um nome mais chamativo que outro. Muitas vezes, as mesmas modalidades de tratamento, mas que por causa de uma vírgula no meio de texto, vira uma nova técnica. Aí lanço minha indagação, será que é esse mesmo o caminho?

            O que tenho percebido também é o fato de alguns métodos de tratamento acabam se colocando como “a capaz de resolver todos os problemas” do paciente. Percebemos bem isso na fala daqueles que fazem uma ou outra formação e ficam meio que fanáticos por sua técnica, ao ponto de abandonar todo conhecimento antes adquirido.
            Se tratando, especificamente, de condições músculo-esqueléticas, temos muitas técnicas da fisioterapia manipulativa destinada a seu tratamento. Não sou contra, de forma alguma, de se buscar o maior número de ferramentas para o tratamento de nosso paciente. Mas tenho dificuldade em entender que uma única ferramenta, por mais completa que se mostre, resolva tudo em todos os casos. Pode parecer estranho, mais isso acontece na mente de alguns colegas.
            Ora, será que apenas realinhando articulações, posso resolver problemas como dores ou postura? Será mesmo que apenas eliminando pontos-gatilho resolverei toda sintomatologia do paciente? Ou trabalhando certa postura não funcional resolverá o problema que o paciente sente numa atividade funcional? Onde está o sistema nervoso nisso tudo? Será que irá atuar isoladamente em que cada segmento? Então que está certo? Será que um é mais certo que outro?

            São várias as indagações, que aqui não me atrevo em tomar partido de uma em detrimento da outra. O que posso, e quero pensar, que talvez todas essas possibilidades de tratamento estejam caminhando para o caminho certo, quando estão juntas, quando não estão fragmentadas na mente daquele que avalia e trata. Até porque, do contrário, o nosso corpo é complexo demais para pensarmos de forma tão simplória.    

Por Ft. Diêgo Sales

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