19 de agosto de 2013

Os famigerados pontos-gatilho

       




         Ultimamente os pontos-gatilho tem se tornado cada vez mais famosos. Alguns pacientes, numa consulta ao Dr. Google, já trazem seu diagnóstico para nossa avaliação. Certo, que seja pontos-gatilho, será que isso simplesmente define o que devo tratar?

            Entendo que isso vá muito mais além. Saber que a tensão do trapézio é devido ao ponto-gatilho não chega a ser nenhuma novidade. Ou é? Quantos tem tensão no trapézio? Você deve ter! Diagnóstico feito! Brincadeira.



            Na maioria das vezes os pacientes chegam ao fisioterapeuta com especialidade em técnicas manuais com sintomas não tão óbvios. E os pontos-gatilho, muitas vezes são responsáveis por sintomas que não são tão óbvios para maioria dos terapeutas, de forma geral, como para os médicos.

            Posso citar alguns exemplos. Dor no fundo do olho, talvez seja gerado por PGs do ECOM. Zumbido, nos subocciptais. Pontos-gatilho nos três escalenos podem perfeitamente gerar tensão neural adversa. Os elevadores da escápula podem geram limitação importante dos movimentos cervicais, quando tensionados, além de ser fonte de desequilíbrio escápulo-torácico, a discinese escapular.

            Tem ainda a mimetização de dores viscerais, como renal (ponto-gatilho do quadrado lombar), dor vesical (psoas), dor cardíaca (peitoral menor/diafragma).

            A lista pode ser ainda maior. Mas enfim, o objetivo dessa postagem não listar os diversos sintomas que essa famosos pontos podem gerar, mas sim convencer que é preciso ter em mente o possível envolvimento em diversas situações, a fim de se ter o melhor diagnóstico cinético-funcional.

            O que é preciso para isso? Muita leitura, mas também uma anamnese muito bem feita, e uma continua avaliação dos sintomas. Uma vez que se sabe o que realmente deve-se se tratar, boa parte do sucesso do tratamento estará garantido.

Por: Ft. Esp. José Diego Sales (DQ., MCTA)

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