30 de agosto de 2013

Bandagem rígida ou elástica, qual devo usar?

          As bandagens elásticas, independente da nomenclatura usada, tem conquistado cada vez mais notoriedade em meio, principalmente, atletas e profissionais ligados a desportiva. É evidente que pacientes de um modo geral tem usado terapeuticamente mais essa “ferramenta” de tratamento. Nesta postagem venho trazer algumas considerações que considero importantes a cerca do uso das bandagens.
                O primeiro ponto que trago é a respeito dos tipos. Isso mesmo, tipos! Para que não sabia, a bandagem elástica deriva de uma bandagem rígida, sendo que para essa faço distinção de duas importantes modalidades. Então vamos por partes.

                Quanto a bandagem rígida temos a de McConnell e o Taping de Mulligan. Elas não são tão bonitas quanto a elástica, pois é realizada com esparadrapos. Vamos aqui tentar distingui-las um pouco. Jenny McConnell, fisioterapeuta australiana, foi o primeiro a usar clinicamente as técnicas de bandagem. Baseia-se na recuperação da biomecânica e propiocepção das articulações através da bandagem.
                Através da bandagem de McConnell, as sobrecargas sobre tecidos moles são minimizadas, gerando uma imediata diminuição da dor, otimizando os efeitos da reabilitação e do treinamento. Método utilizado para casos de algias da coluna, disfunções do pé, entorse de tornozelo, lesões de joelho, patelo-femoral e ombro. O conceito foi expandido, fazendo o uso da bandagem rígida como uma verdadeira órtese, podendo limitar movimentos que gerem dor ou sejam indesejados.
            Já o Taping de Mulligan segue outro conceito. Tem por finalidade manter a correção da falha posicional de certa articulação. Geralmente não limita movimento, e, quando bem feita, o paciente tem grande alivio da dor de forma imediata.
            O último tipo a ser tratado é a, já famosa, bandagem elástica. Hoje em dia, com várias nomenclaturas, subtipos de fitas elásticas e marcas. Não trataremos aqui a melhor ou pior, as sim quanto a sua proposta terapêutica. As outras duas bandagem, o paciente sente imediatamente o alívio ou mudança no segmento ao colocá-la, estabilizando, limitando, enfim, sento algo diferente. Já esta bandagem elástica, não!
            Calma, não estou detonando a técnica. Não sente nada porque a proposta é mediar informação de relaxamento ou ativação muscular, através das informações mecanorreceptoras do sistema tegumentar ao centro de comando operacional, o sistema nervoso central. Lá as informações são processadas e reguladas de acordo com a aplicação realizada. E aí não adianta assistir o vídeo no youtube e se achar o “aplicador” de bandagem. Nesse conceito é preciso entender a ideia de força reativa em relação a bandagem (isso não vou explicar aqui, porque não pretendo dar curso de aplicação por um post) para se ter o efeito necessário. Se o efeito de fato acontece, se é placebo ou não, não será motivo de discussão do post (e a discussão será embasada no que alguns artigos colocam sobre essas técnica).
            O que as três formas aqui tratadas tem em comum é que todas precisam de um bom conhecimento acerca de anatomia e biomecânica da lesão, para se escolher a melhor forma terapêutica.
            Outra coisa eu considero importante é esclarecer que a bandagem, seja ela qual for, não será a única forma de tratamento, mas sim é apenas mais um procedimento a ser usado para se atingir uma meta.
            Respondendo a pergunta do título, talvez não exista uma bandagem melhor do que a outra, mas sim uma mais indicada que a outra para determinada situação.

Por: Ft. Esp. Diêgo Sales
Mulligan Concept (MCTA)/Quiroprraxista

Links

2 comentários:

Berg disse...

Não podemos resumir a Fisioterapia a monoterapia, em que técnica A é melhor que técnica B, C, D... Temos que se utilizar de várias técnicas para se chegar a solução do problema do nosso paciente. Muito bom o artigo!

Unknown disse...

Gostei muito da explicacao.obrigada