2 de julho de 2013

A fibromialgia e suas faces

      
       
  É bem verdade que já escrevi uma postagem sobre fibromialgia ( ver postagem ), mais direcionada aos profissionais da saúde. Decidi escrever agora para os diversos leitores que acabam encontrando o meu blog e se identificam com postagens acerca do assunto.

A fibromialgia é uma entidade patológica mal compreendida ao longo do tempo, que sofreu modificações de sua definição, mas ainda provoca confusões e acaba enclausurando o paciente. Isso porque, muitas vezes, é mais fácil condenar o paciente ao diagnóstico de fibromialgia, porque acaba “explicando” as suas dores e seu estado psicológico sem grandes problemas.


Isso é extremamente perigoso, pois uma vez que o paciente não tenha a fibromialgia, mas foi diagnosticado como portador da síndrome, ele pode se comportar como tal, ou seja, se achar fibromiálgico. Até mesmo porque a internet, ao mesmo tempo em que informa acerca de doenças, também traz um prato cheio de informações para os hipocondríacos, ou aqueles que têm síndrome do pânico, os sintomas que “deveriam sentir”.

           Grande parte dos verdadeiros portadores de fibromialgia não são bem compreendidos. Diante da gama de queixas, associado a depressão, esses pacientes são taxados de histéricos. Nem mesmo os familiares parecem entender bem. Esse aspecto mina ainda mais o estado psicológico do paciente.

            Então, aqueles que por um acaso estejam vendo essa postagem porque perguntaram ao Dr. Google o que era fibromialgia, fica meu aviso: CUIDADO! Não tome diagnóstico pela internet. E caso vá a algum médico que o diga também, questione a base do diagnóstico. Isso mesmo, questione. Procure outras opiniões.

            O diagnóstico da fibromialgia é basicamente clínico, não havendo exames que o diga ou confirme. Então, não é porque sente dores insuportáveis que os remédios não tiraram que você tem, necessariamente, fibromialgia. Outros estados álgicos podem advir por patologia, razões diversas. Outro alerta que deixo é quanto uma estimativa de que 8 a 28% das crianças em idade escolar podem ter fibromialgia. É preciso prestar atenção ao que as crianças referem quando dizem sentir dor.

             Outra verdade que tenho aprendido com meus pacientes é que não existe uma terapia absoluta para minimizar os sintomas. Sempre, um conjunto de ações, a qual o paciente tenha prazer de fazer, trará boas respostas terapêuticas. Não dá pra enumerar qual terapia pode ser usado, como se fosse receita de bolo, mas geralmente atividades que envolva trabalho físico e mente.

Sem pensar na lance “zen” (pois há quem não goste), mas sim de relaxamento. O trabalho físico é primordial, para trabalhar os benditos, pra não dizer malditos, pontos-gatilho. Ou por acupuntura, massagem, liberação miofascial, hidroterapia, quiropraxia, osteopatia,...etc. A melhor delas será a que o paciente mais se beneficiar quanto aos resultados. Mas enfim, é preciso.

Por isso é preciso peregrinar. Isso mesmo! Peregrinar mais um pouco para que possa encontrar a sua “fórmula” de alívio.

E quanto ao medicamento? Bom, muitos pacientes conseguem lidar com os sintomas (entenda bem, lidar!) sem tomar medicamento, ou mesmo tomando o mínimo possível. Já outras não toleram bem, e acabando tendo que lidar com as reações adversas. Mas a verdade é que depender só de medicamentos, aí realmente não dá.

Muitas vezes não preciso atingir a completa cura para se sentir curado!


Por: Ft. Esp. Diego Sales


Fone: (83) 3021-8790

Um comentário:

fisioterapia disse...

Excelente trabajo

Enhorabuena