26 de dezembro de 2012

Ciatalgia, o que está envolvido?


                 Dor ciática é um tanto quanto comum nos pacientes com “hérnia de disco”, incluo nesse grupo os pacientes com protrusão e prolapso, que são casos tratados de maneira convencional na clínica médica e fisioterápica. Casos como extrusão e sequestro livre são na verdade indicados a cirurgia. Mas o que na verdade ocorre?
                É bastante comum o paciente relatar que não sentia dor, ou que sentia dores lombares leves, que ao tomar medicamento ou descansava a dor ia embora, mas que em um determinado dia sentiu, “do nada” uma irradiação que ficou constante, ou mesmo que ficou “travado”. Quando faz a ressonância, pronto o diagnóstico tá fechado! Hérnia de disco!

              Mas será que isso resolve o problema clínico do paciente? Muitas das vezes tomam medicamentos anti-inflamatórios e a dor nada de melhorar! E quando o paciente não apresenta praticamente nenhuma dor a palpação, e num determinado movimento a dor aparece bem discriminatória, seguindo um trajeto bem “desenhado”? O que fazer ou pensar?

                Tem-se a ideia errada que a “hérnia toca o nervo”. Pensando que o nervo, dentro do forame espinhal, representa cerca de 1/4 do espaço total do canal de conjugação (ilustrado ao lado), isso parece um tanto impossível. O restante do espaço é preenchido por tecido gorduroso, veias radiculares, artérias espinhais e nervo sinovertebral.

                O que de fato há num processo radiculopatia é uma reação inflamatória local onde ocorre congestão venosa, aliada a má nutrição local e instalação de edema, que perturbam conjuntamente todo o segmento, levando ao indivíduo apresentar espasmos protetores e queixas de origens neurais como respostas. Afinal, o nervo está submetido a um estresse nutricional, e de interface mecânica local, provocado pelo o edema presente.

                Nisso, a interface mecânica entre a raiz nervosa e os músculos envolvidos leva a uma irritação continuada, diminuindo a mobilidade do nervo nesse segmento, o que repercute como um todo no seu trajeto.

            Então, qualquer abordagem que não vise dessa interface mecânica, diminuindo o espasmo, melhorando a nutrição, devolvendo a mobilidade do nervo ao longo do seu percurso, será, certamente, insuficiente para resolução do caso do paciente.

                 Se faz extremamente necessário o conhecimento do percurso do dermátomo, bem como os teste neurais e mobilizações para o nervo acometido.

             Quanto a mobilização a ser aplicada pelo clínico, bem como posturas domiciliares a serem adotadas poderão ser tratada numa postagem posterior.

Ft. Dr. Diêgo Sales (Diplomando em Quiropraxia)
Organizador do Blog

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