10 de novembro de 2011

O corpo sente e fala

            A terapia craniossacral propõe resolver traumas físicos e emocionais guiando-se pelo ritmo do líquido que banha o cérebro e a medula.

John Upledger
         Originário dos Estados Unidos, o método surgiu na década de 1970 a partir de técnicas de manipulação e dos estudos do médico americano John Upledger. Ele trabalha com base no sistema craniossacral, trajeto entre o cérebro e a coluna percorrido pelo líquor e que mantém comunicação com o resto do organismo. “ Com leves toques leves, apalpamos todo o corpo do paciente e monitoramos o ritmo com que esse líquido flui”, diz a terapeuta Brigit Ketter, de São Paulo. 

         Algumas áreas do organismo pode guardar memórias de problemas físico ou psicológicos, que repercutem diretamente nesse fluxo. Tais alterações são percebidas pelo terapeuta, busca revertê-las abrindo o diálogo com o paciente empregando os toques para verificar se aquela memória traumática está sendo dissolvida.


  “O objetivo é que o próprio corpo resolva as questões que incomodam e predispõe a doenças”, diz Brigit.

            A terapia craniossacral se presta a tratar desordens como dores de cabeça e nas costas, ataques de pânico, fobias, ansiedade e depressão. “É um método de diagnóstico e correção que encoraja os mecanismos naturais de cura do corpo. A meta é facilitar o caminho para que o organismo consiga vencer os seus problemas”, resume o terapeuta Adalberto Cambricoli.

Texto publicado na revista Saúde é Vital – Agosto 2011

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