17 de novembro de 2011

De onde vem a escoliose?

A escoliose é uma alteração postural onde a coluna vai assumindo uma curvatura anormal, lembrando um formato de um “C” ou “S” na radiografia. Acompanhando esse formato, é possível verificar assimetrias como um ombro mais alto que outro, ou um quadril mais alto que outro, ou mesmo as costelas podem parecer estar mais a frente de um lado que de outro.
Além da questão estética, existem outros motivos para preocupações. Quando se está com escoliose, inevitavelmente existe mais pressão em uma vértebra de um lado que de outro, levando a desgastes nessas articulações vertebrais. Além disso, toda musculatura estará afetado, umas estando mais “fortes” e outras mais “fracas”. É esse desequilíbrio muscular e articular que podem levar ao aparecimento de dores.
Você pode estar se perguntando: Mas como surge a escoliose? Herdamos ou nascemos com ela? Não herdamos ou nascemos com a escoliose, apenas em algum momento de nossas vidas podemos ter estado sujeitos a uma estímulo que venha a desencadeia alterações corporais que  culminaram nela. Esses estímulos pode ser uma queda quando criança, o que é muito de normal de acontecer, mas dependendo de como ela tenha ocorrido, poderá mudar o arranjo articular da pelve, deixando uma perna mais curta que outra, fazendo o corpo se adaptar a esse encurtamento da perna. Tal evento é tão comum que tem um nome específico para ele, Síndrome da Perna Curta.
A Síndrome da Perna Curta pode começar quando criança, ou mesmo se desenvolver durante a vida adulta, o fato é que quando não tratada de forma adequada irá desencadear a escoliose ou outras disfunção musculares e articulares. O que chama a atenção é que apesar de se dizer Síndrome da Perna Curta, a perna não é realmente curta, apenas aparenta ser curta. Isso se explica pelas adaptações que o corpo apresenta manter a mobilidade, mas a custos de futuramente lesar articulações ou provocar dores.

Por esse motivo é necessário começar um tratamento específico o quanto antes para eliminar qualquer estímulo que possa gerar ou mesmo que leve a evolução da escoliose, mesmo que ainda não esteja sentindo dores. O melhor tratamento é a prevenção, manter o alinhamento da coluna para evitar a fixação da escoliose. Uma fez instalada a escoliose, será preciso um tempo maior para que haja a redução da mesma. Isso porque os desgastes vertebrais consequentes da escoliose aumentam com o tempo, e durante o tratamento, quando o desvio vai sendo retirado, o contato nas superfícies de desgastes são maiores, e o próprio organismo irá recuperar o desgaste.

Por: Ft. Esp. José Diego Sales, DQ.


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