18 de julho de 2011

BIOESTATÍSTICA: AULA I

 MÉTODOS DE PESQUISA
            Iniciaremos nossas aulas a partir da introdução das formas de como se faz pesquisa atualmente, baseadas no conhecimento científico, cujo referencial difere dos outros tipos de conhecimento como o senso comum e religioso, por causa da utilização da sua estratégia inerente que é o Método Científico. Este é a forma ou caminho pelo qual os pesquisadores, de forma sistemática, devem seguir para alcançar o objetivo de descrever ou explicar determinado fenômeno.
            Mais precisamente, a pesquisa científica pode ser classificada em pesquisas quantitativas, qualitativas ou quanti-qualitativa, sendo esta última de maior complexidade e valor inferencial tanto para a área de Saúde como Ciências Sociais. Para o propósito deste curso virtual em Bioestatística, nos deteremos a falar para os interessados em pesquisas quantitativas, a qual se destina as ferramentas estatísticas. De toda forma, enfatizo a importância e a necessidade de se realizar pesquisas qualitativas, tendo em vista que nem todos os fenômenos são explicáveis através de números ou logística matemática. 
            Os pesquisadores da área de saúde, na maioria das vezes, têm o intuito de desenvolver tratamentos eficazes para disfunções sistêmicas, conhecer melhor a história natural de alguma doença, entre outras situações de saúde. Para que se alcance tal objetivo, podemos apenas observar o fenômeno, através de Pesquisas Observacionais, ou podemos interferir nos fatos que estamos estudando por meio de Pesquisas Intervencionistas ou Experimentais.
            As pesquisas ou delineamentos Experimentais podem ocorrer tanto em seres humanos, quando não prejudiciais a vida do participante, ou realizados com modelo animal (macacos, camundongos ou cachorros). Estes últimos possuem um nível de evidência mais baixo quando comparados aos estudos com humanos e aos observacionais.  
            Quando o objetivo da pesquisa é verificar os efeitos a longo prazo de terapias como a manipulação da coluna lombar ou saber quais os fatores de risco para hérnia de disco, não podemos intervir nesta situação, apenas observar. Logo, existem estratégias como estudos de Coorte onde se faz a observação de grupos de indivíduos com características de interesse em comum, como a manipulação da coluna lombar, e detectamos em períodos pré-determinados os fatos de interesse, como limitação da ADM ou nível de dor. Por outro lado, pode-se elaborar um estudo do tipo Caso-Controle em que indivíduos já acometidos pelo fato de interesse, como a hérnia de disco cervical, são comparados com participantes sem a manifestação da doença, sem hérnia discal, e verificar quais são as diferenças entre eles que podem ser determinantes da disfunção.   
            Grosso modo, é assim que podemos classificar as pesquisas científicas. Contudo, elas apresentam mais características importantes, como também, ainda existem outras formas de estudos que podem ser mais adequados para objetivos distintos. Cabe a quem se interessar, procurar os referenciais bibliográficos de estudo epidemiológicos para melhor aprofundamento.

Até mais!
Johnnatas Mikael Lopes
Mestrando em Saúde Pública - UEPB
Fisioterapeuta Esp. em Fisioterapia Traumato-Ortopédica e Desportiva

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