3 de maio de 2011

COMO PODEMOS GANHAR MAIS?

          Comentários do autor do blog: Como havia promtido, esse é o texto complementar da postagem anterior do Ft. Johnnatas Mikael ( em sua última postagem: Porque ganhamos pouco?). Aproveitem e discutam.

          Antes de iniciar meu comentário, deixo claro que não sou economista ou especialista no assunto. Sou apenas um recém-formado que procuro ver as coisas de uma forma não conformista e de uma óptica mais sensata do nosso modelo econômico adotado. Sendo assim, vamos lá...
         Veja bem, imagine se nós, fisioterapeutas, deixássemos de atender em hospitais conveniado ao SUS e não recebêssemos mais pacientes de plano A ou B..... Acho que seria implementação de uma calamidade total, um problema de Saúde Pública! Além de ser uma falta de humanidade e ética profissional. Ai você se pergunta: e o poder público sabe disso? A resposta é SABE! E por que ganhamos pouco? A resposta para essa pergunta é mais complicada, pois nos recai sobre a falta de representatividade política e o principal, ao meu ver, de corporativismo.
         Temos que desenvolver esse espírito muito escasso entre os fisioterapeutas, que é o corporativismo! Ou seja, temos que está mais “ligados” em preservar e lutar por nossa profissão de modo mais coeso, assim como nosso colegas médicos o fazem com sua classe. Eles, os médicos, vivem brigando entre si, todavia, se interferem na coletividade da classe, logo se unem como mães para defender os filhos. Isto acaba mais parecendo discurso de sindicalista, mas é uma necessidade para nossa profissão alcançar melhor condições de trabalho e respaldo financeiro.
Os atendimentos na forma de Home Care ou em consultórios não conveniados é outra forma interessante e com retorno financeiro legal! Contudo, como havia falado, depende muito da desenvoltura do fisioterapeuta e de sua capacidade de produzir resultado e se relacionar com os demais profissionais de saúde, o que exige o incremento do conceito de “network”, para o português, rede de trabalho, que faz seu nome profissional está em evidência entre seus colegas de áreas e ter uma maior gama de pacientes encaminhados.
Ai você se pergunta: como nos preparamos para isso?
         A resposta é: QUALIFICAÇÃO e RESULTADO. Você não será indicado por seus pacientes ou colegas da área se não apresentar essas duas qualidades. A qualificação profissional pode ser feita através da leitura constante e crítica de artigos científicos, dos quais baseamos nossa tomada de decisão clínica, não sendo preciso sempre pagar cursos caros para se aprimorar ou mesmo depender apenas de livros que demoram para ser atualizados. É necessário também o incentivo à pesquisa que pode ser realizada até mesmo em nosso consultório ou clínica, é claro que obedecendo as determinações éticas. Pesquisar, hoje, é fundamental para qualquer profissão se manter viva e poder responder à sociedade a cerca da sua importância perante ela, respaldando o valor e qualidade de seu trabalho. Como o assunto pesquisa é um pouco complicado de se trabalhar, venho em outro momento falar um pouco sobre como desenhar um estudo em nosso consultório.

Por:
Johnnatas Mikael Lopes
Mestrando em Saúde Pública - UEPB
Fisioterapeuta Esp. em Fisioterapia Traumato-Ortopédica e Desportiva

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