31 de maio de 2011

AUMENTANDO O NÚMERO DE PACIENTES

Olá pessoal!!!!

 Venho aqui mais uma vez falar um pouco sobre as relações de trabalho, mais precisamente sobre seguradoras privadas de saúde. Então vamos ao que se trata......
Sabemos que os planos privados estão longe de realizar um repasse ideal em relação aos atendimentos médicos, que dirá em relação à Fisioterapia!!!!! Tendo isto em mente, muitos de nós não realizamos atendimento de pacientes conveniados, o que reduz bastante o nosso mercado de pacientes, que muitas vezes desistem do atendimento ainda durante a ligação para recepção dos consultórios ou clínicas quando sabem que não estarmos conveniados ao seu plano.
Como podemos lidar com essa situação???
Na verdade, existe uma forma de conseguimos que estes pacientes se tornem nossos.......Há uma determinação do Conselho Nacional de Saúde Suplementar, a qual regulamenta as ações de todos os seguros privados de saúde, mostrando a função de REEMBOLSO ao paciente que possui plano de saúde e se utiliza de serviços não credenciados.
Como funciona isso???
Por ex.: O paciente com hérnia de disco que não agüenta mais ir para o atendimento de Fisioterapia, cujo único recurso terapêutico é crioterapia, TENS e de vez em quando um ultrasom, nos pacotes mais completos, pode buscar atendimento especializado em outro local que não seja conveniado ao seu plano, sendo posteriormente ressarcido financeiramente em até 30 dias por seu plano.....
Então quer dizer que podemos ganhar mais pacientes dos planos, sem ser credenciado??
Podemos SIM!!!!! Contudo, esse ressarcimento ao cliente não é feito de modo integral, vai depender da tabela de repasse do plano de saúde. Mesmo assim, o cliente não sai pagando sozinho a sua consulta particular.
É preciso também que o fisioterapeuta emita recibo ou nota fiscal de seu atendimento para que o paciente possa comprovar junto ao seu plano que utilizou serviços não credenciados. E informar ao pacientes a necessidade de enviar número de conta e alguns documentos pessoais.
Por isso, sempre que chegar um cliente ao eu consultório esclareça-o acerca desta legalidade, faça-o tomar conhecimento de todo o processo legal, assim ele tornará um divulgador deste artifício e, se você realizar um trabalho com resultados, será um garoto propagando do seu atendimento. 
Pesquise mais sobre isso e aqui vai um modelo de requerimento de reembolso de uma seguradora de saúde e exemplo de cálculo do valor do reembolso:

 http://www.4shared.com/document/zb6D_O9g/Modelo_de_reembolso_da_Unimed.html
http://www.unimed.com.br/pct/comum/seguradora/impressao.jspcd_secao=34005&cd_materia=29758

Por: Ft. Esp. Johnnatas Mikael Lopes
Membro do Blog PFM

24 de maio de 2011

Entorse de tornozelo

A articulação do tornozelo é formada pela tíbia e fíbular, em sua parte distal, com o tálus interposto entre os maléolos de cada osso (medial e lateral, respectivamente). É uma articulação relativamente estável, possuindo um complexo de ligamentos e músculos que garante a estabilidade dessa articulação.
Mais precisamente, os ligamentos laterais são talofibular anterior, talofibular posterior e calcaneofibular. Tais ligamentos permanecem tensos em toda amplitude do tornozelo. Medialmente, tem-se um forte logamento dividido em feixes anteriores, mediais e posteriores. Esses ligamentos estão tensos quando o tornozelo está em sua posição neutra, estando relaxado em flexão plantar o ligamento posterior e em dorsiflexão o anterior.
Os ligamentos são inervados e por nervos sensitivos, que quando tensionados medeiam a resposta reflexa de espasmo muscular protetor. Dependendo do grau de resposta espasmódica, poder vir a se forma no músculo envolvido os trigger points ou pontos-gatilho, pelo rápido recrutamento, gerando contratura local, levando a dimuição de aporte sanguíneo, o que levará a crise energética (umas das teorias para a formação de trigger points).
Resposta reflexa mediada no estímulo ligamentar

O tipo de lesão mais comumente vista em práticas esportivas é a entorse. A palavra “entorse” deriva do latim “exprimere”, pressionar para fora. Trocando em miúdos, é quando uma força é aplicada ao tornozelo a partir de uma posição estável levando a hiperdistensão ligamentar. Esse tipo de estresse não é exclusivo de atletas, isso pode acontecer ao andar, correr, saltar, principalmente quando em solos irregulares.
De acordo com a severidade da lesão a entorse pode ser classificada em três tipos:
·         Leve (ou grau I): o ligamento permanece integro e a articulação continua estável, embora algumas fibras estejam rotas
·         Moderada (ou grau II): uma quantidade significativa de fibras é rompida a ponto de comprometer a estabilidade do tornozelo, gerando incomodo ao paciente;
·         Grave (ou grau III): o ligamento perde sua integridade, tendo todas as fibras rompidas e evidente perda de estabilidade.
A entorse por inversão é o mais comum de ocorrer, sendo o ligamento talofibular anterior o mais frequentemente afetado, isso se o pé estiver em flexão plantar. Se o mesmo estiver em ângulo reto, o ligamento calcâneo fibular é o sofre maior impacto de distensão.
Na entorse por eversão acontece um caso interessante, o ligamento deltóide é tão forte que antes dele sofrer ruptura total, o ligamento é “arrancado” de sua inserção óssea na tíbia, implicando em fratura o arrancamento da superfície óssea tibial. O fato de não ser freqüente a ruptura do ligamento deltóide, não implica que nunca aconteça. É preciso invertigar e levá-la em consideração no raciocínio clínico.

19 de maio de 2011

Articulação Sacoilíaca e suas relações miofasciais

                Problemas da articulação sacroilíacas (ASI) são bastante comuns em nossa prática clínica. Já sabemos que é uma importante articulação e que distribui o peso da coluna vertebral para os membros inferiores, bem como suaviza os impactos ascendentes na coluna vertebral.
                Disfunções na ASI tanto geram distúrbios descendentes como ascendente, levando a lesões articulares, não só a própria ASI, mas também a articulações zigoapofisárias, coxofemorais e do joelho.
                É preciso ter em mente que quaisquer disfunções articulares não são exclusivamente articulares. Todo o sistema miofascial envolvendo aquele segmento é afetado e pode garantir a perpetuação do problema, quando não tratado de forma adequada. O contrário também é verdadeiro, o problema predominantemente miofascial pode levar a disfunções articulares e que se não tratado conjuntamente, fatalmente o problema voltará.
                Isso já está ficando muito repetitivo nesse blog, sendo feito intencionalmente. É incrível como muitas vezes a relações parecem ser tão distantes, mas existe  e é lógico também. Aqui vou frisar especificamente os grupos musculares que tem relação direta com a ASI, para que possamos fixar melhor esse conceito em nossa mente e, principalmente, aplicá-lo mais.
                A ASI não possui músculos que controle diretamente seu movimento, embora os músculos da bacia forneçam estabilidade. A articulação é influenciada pelos músculos que influenciam o movimento no tronco, na pelve e quadris, muitos dos quais se fixam na pelve. Para facilitar o entendimento e visualização, os grupos musculares estabilizadores da pelve podem ser divididos em grupo, sendo:
- Grupo interno (formado por músculos profundos): transverso do abdome, diafragma, multífido e músculos do assoalho pélvico;
- Grupo externo, constituído em quatro grupamentos que atuam em padrões cruzados e oblíquos, sendo divididos em sistemas:
 - -> Sistema longitudinal profundo: eretores da espinha, fáscia toracolombar e bíceps femoral;
- -> Sistema oblíquo posterior superficial: grande dorsal, glúteo máximo e fáscia toracolombar interposta;
- -> Sistema oblíquo anterior: oblíquos internos e externos, adutores contralaterais e fáscia abdominal interposta;
- -> Sistema lateral: glúteos médio e mínimo e adutores contralaterais.
                A seguir as imagens facilitarão o entendimento.





            Olhando bem essas imagens elas parecem ter uma relação miofascial em cruzada, como se estivessem em cadeias. E na verdade elas estão. Mas isso é assunto para uma outra postagem. Leiam, pesquisem e discutam.


Por: Ft. José Diego Sales, D.Q.
Organizador do Blog

17 de maio de 2011

Você conhece o PEDro???



          Não, não estou falando de seu primo, irmão, vizinho... Claro que muitos leitores já tem conhecimento do site, mas quem não conhece, acredito que a partir de hoje, PEDro irá tornar-se um bom amigo!

     Ontem assisti uma aula com o Professor Dr. Leonardo Costa, coordenador do programa de Pós-graduação da UNICID em São Paulo, e entre os assuntos abordados na aula, um deles foi o PEDro, pois o prof. Leonardo faz parte da equipe que gerencia o site. 

         PEDro significa Physiotherapy Evidence Database, e o “ro" é só pra ficar um  nome bonitinho, segundo o professor, ou seja, é a base de dados em evidências, única e exclusivamente em Fisioterapia, e além do mais é gratuita com mais de 19.000 estudos clínicos aleatorizados, revisões sistemáticas e diretrizes de prática clínica na nossa área.

     Os estudos indexados no PEDro apresentam os detalhes de citação, resumo e o link para o texto completo (quando possível), e sempre são avaliados, com notas de 0 a 10, através da escala PEDro (no site eles especificam os critérios), e isso acaba facilitando a busca, pois você ler o estudo que pode conter as melhores informações para prática clínica.

      As buscas na base podem ser feitas de forma simples ou avançada, segundo prof. Leonardo, quanto menos palavras você colocar, melhor, é as buscas devem ser feitas em inglês. Na busca simples não se acrescenta and/or pois o site acrescenta por você, já na busca avançada, você pode colocar and/or, e caso queira procurar por alguma doença que seu nome seja composto, por exemplo, ‘cerebral palsy’, você deve envolver a palavra com as vírgulas invertidas, assim será interpretado como uma palavra só. Existem outras facilidades para as buscas, e com certeza está bem mais claro no site.

     Outra ferramenta interessante que o site oferece é o link Physiotherapy Choice’s, disponível apenas quando você acessa o site em inglês, é um quadrinho azul na lateral direita, lá você vai procurar qual o melhor tratamento você pode utilizar, clica em “Search”, e vai aparecer uma imagem do corpo humano dividido em todos os segmentos, e ai você vai fornecer informações sobre o local do problema, o tipo de problema, os sintomas e que tipo de tratamento você quer saber sobre, e então o site vai selecionar tudo que está relacionado com a doença que você procura.

   Espero que seja útil para os que ainda não conhecem, fica então o endereço para vocês: http://www.pedro.org.au/

Por: Ft. Maria Rosa Araújo Maia, D.Q.
Membro do PFM


13 de maio de 2011

Anatomia Virtual

          Bom pessoal, nessa postagem eu venho trazer uma novidade, pelo menos para mim, que podem ajudar nos nosso estudos e dinamizar mais um pouco as aulas, os seminários,  por aí vai. Trata-se de uma aplicativo do Google de um atlas de anatomia virtual. Atraveéz dele é possível estudar o corpo humano por camadas, podendo retirar todos os musculos, estudar apenas sistema linfático, ou vise-versa. Existe uma quantidade razoável de opções. Muito fácil de mexer.
         Apesar de está disponível no site Baixaki, este aplicativo não precisa ser instalado no seu computador, mas é preciso está conectado a internet para acesá-lo. O que você talvez terá que instalar, caso ainda não tenha, é o Google Chrome, pois ele abre o aplicativo diretamente, sem precisar reponder questionários.
         Aí fica a dica, espero que gostem e comentem o que acharam.
       

       

Por: Ft. José Diego Sales, D.Q.
Organizador do Blog

11 de maio de 2011

Mobilização Neurodinâmica

Aqui vai mais uma postagem a respeito da mobilidade do sistema nervoso, sendo esta referente ao tratamento de tal estrutura. Espero que aproveitem e comentem.
Para realizar a mobilização neural, é estritamente necessário se ter o conhecimento da anatomia do sistema nervoso periférico, bem como saber toda a trajetória dos nervos, pois isso será de grande importância no entendimento e na realização das técnicas. Para Butler, sua aplicação requer muitos fatores tais como destreza manual, comunicação do paciente, conhecimento da anatomobiomecânica e capacidade de reavaliação. É realizada para sinais e sintomas cujas origens podem ter comprometimento biomecânico (patomecânica) ou uma reação inflamatória (fisiopatologia).
 Como o próprio nome já diz, o tratamento consiste na mobilização do sistema nervoso através de movimentos tensionantes ou oscilatórios realizados nas articulações pelas quais os nervos seguem seu trajeto.
A mobilização neural pode ser realizada via duas técnicas base: deslizamento e tensionamento.

- Mobilização tensionate: mobiliza-se aumentando e diminuindo a tensão do trato neural;
- Mobilização deslizante: mobiliza-se deslizando o trato neural sem aumento de tensão.
Embora todo tratamento fisioterapêutico deva ser contínuo, muitas vezes não se tem o tempo necessário com o paciente para que haja um benefício máximo. Ensinar o paciente a fazer alguns exercícios em casa pode ser a solução para tal problema. Dessa forma, Butler criou o autotratamento que consiste na realização de movimentos ativos que visam a mobilização do sistema nervoso. Estando a pessoa em decúbito dorsal, elevação da perna estendida e movimentos alternados de dorsiflexão e flexão plantar é um exemplo da técnica.  Outro exemplo que pode ser dado é a alternância entre extensão do punho com flexão do cotovelo e flexão do punho somada a extensão do cotovelo.
         Butler em seu livro mobilização do sistema nervoso trouxe um questionamento a respeito do tratamento o qual achei bastante interessante e resolvi trazer aqui para discussão:
·         O que se deve tratar primeiro, o tecido nervoso ou as interfaces mecânicas?
Sua resposta foi a seguinte: se a limitação aos testes forem decorrente de estruturas extraneurais, as interfaces devem ser tratadas primeiro. Deve-se dar atenção primariamente aos nervos quando eles são a estrutura mais evidente na desordem.

Lembre-se, o tratamento das desordens neurais não devem doer nem exacerbar os sintomas do paciente e o exercícios de automobilização devem ser feitos como prolongamento do tratamento. Mais uma vez digo que o conhecimento do trajeto neural somado a criatividade facilitará bastante a realização das técnicas.

Por:
Daniel Germano Maciel
Acadêmico do curso de fisioterapia - UEPB
Ex-monitor da disciplina Biofísica
Membro do Núcleo de Estudos em Motricidade Humana – MOTRIS


6 de maio de 2011

Biotensegridade I: uma nova abordagem da biomecânica

Como prometido, venho nessa postagem trazer um conteúdo um tanto quanto complexo. Espero que tenham ficado curiosos quando abordei um pouco sobre tensegridade, na postagem “Músculos estáticos? Isso é balela???” Um título pouco forte, de fato, mas intencional. Presumo também que não tenham encontrado muita coisa sobre o assunto. Aos que procuraram se depararão com um pouco do que vou comentar. Aos que não procuraram, aí vai essa postagem. Como sempre, desejo que aproveitem e discutam o tema.
            Bom, o termo e a abordagem na biomecânica é relativamente novo, podendo ser chamada de biotensegridade (biotensegrity em inglês). Traz um pouco do pensamento da engenharia para explica o coportamento de certas estruturas. Hipóteses tem sido levantadas e exemplificadas em modelos que o mesmo pensamento pode ser aplicado no tão complexo corpo humano. No entanto,  não é de surpreender tanto assim, já que estruturas micro, como as virais e as celulares, já são vistas através dessas estruturas como sendo  todas tensegridamente sinergicas ligados em uma cascata hierárquica do menor para o maior.
Segundo Donald Ingber, MD, um investigador principal em do Boston Children's Hospital, a Tensegridade é um "sistema arquitetônico para a organização estrutural que fornece um mecanismo para integrar fisicamente a parte ao todo".
Buckminster Fuller, traz a seguinte definição para tensegridade: " a tensegridade descreve um princípio de relações estruturais em que o aspecto estrutural é garantida de maneira finitamente fechado, de forma abrangente contínua, comportando um sistema tensional, e não de forma descontínua e exclusivamente local". Isso lembra do que eu e alguns colegas temos escrito aqui nesse blog repetidades vezes, a globalidade do corpo garantida pelo sistema fascial e aponeurótico.  
O sistema de Tensegridade é autônomo, não-redundante , e é composto de suportes de compressão descontínua que são suspensas em uma teia de linhas de tensão, de modo a criar eficiente, estabilidade de móveis para todo o sistema. Trazendo isso para o corpo, encaixasse perfeitamente quando refletimos a cerca da regulação do equilíbrio do corpo (ou melhor, do reequilíbrio). A uma grande vantagem desse sistema é a eficiência de “sustentar” determinada carga com certa economia. As tensões que uma parte do sistema suporta não fica apenas naquele ponto, sendo então distribuído, de maneira harmônica e inteligente, para o resto do sistema, sem gasto energético maior. Então se o sistema é inteligente ou eficiente, porque apresentamos desequilíbrios estáticos? Isso já é assunto para uma outra postagem.
O pensamento do complexo biomecânico se constituir e ser sustentado apenas por sistemas de alavancas e roldanas não comporta mais para os dias de hoje. O maquinário humano é muito mais complexo, sendo de tal forma que precisa de um sistema mais efetivo para isso. Por isso os estudos em tensegridade do corpo tem avançado e trazido teorias que melhor explicam a biomecânica humana. Não se surpreendam se daqui a algum tempo tenhamos um livro de cabeceira com este tema, assim como temos o Kapandji (que até os dias de hoje nos deixa maravilhados com detalhes de suas explicações).
Por enquanto fico por aqui com essa postagem. Vamos digerir um poucos essas informações que logo virão outras postagens sobre o mesmo tema.

Obs.: O texto foi baseado nas informações presentes no site: http://www.biotensegrity.com/
Por: Ft. José Diego Sales, D.Q.
Organizador do Blog PFM

3 de maio de 2011

COMO PODEMOS GANHAR MAIS?

          Comentários do autor do blog: Como havia promtido, esse é o texto complementar da postagem anterior do Ft. Johnnatas Mikael ( em sua última postagem: Porque ganhamos pouco?). Aproveitem e discutam.

          Antes de iniciar meu comentário, deixo claro que não sou economista ou especialista no assunto. Sou apenas um recém-formado que procuro ver as coisas de uma forma não conformista e de uma óptica mais sensata do nosso modelo econômico adotado. Sendo assim, vamos lá...
         Veja bem, imagine se nós, fisioterapeutas, deixássemos de atender em hospitais conveniado ao SUS e não recebêssemos mais pacientes de plano A ou B..... Acho que seria implementação de uma calamidade total, um problema de Saúde Pública! Além de ser uma falta de humanidade e ética profissional. Ai você se pergunta: e o poder público sabe disso? A resposta é SABE! E por que ganhamos pouco? A resposta para essa pergunta é mais complicada, pois nos recai sobre a falta de representatividade política e o principal, ao meu ver, de corporativismo.
         Temos que desenvolver esse espírito muito escasso entre os fisioterapeutas, que é o corporativismo! Ou seja, temos que está mais “ligados” em preservar e lutar por nossa profissão de modo mais coeso, assim como nosso colegas médicos o fazem com sua classe. Eles, os médicos, vivem brigando entre si, todavia, se interferem na coletividade da classe, logo se unem como mães para defender os filhos. Isto acaba mais parecendo discurso de sindicalista, mas é uma necessidade para nossa profissão alcançar melhor condições de trabalho e respaldo financeiro.
Os atendimentos na forma de Home Care ou em consultórios não conveniados é outra forma interessante e com retorno financeiro legal! Contudo, como havia falado, depende muito da desenvoltura do fisioterapeuta e de sua capacidade de produzir resultado e se relacionar com os demais profissionais de saúde, o que exige o incremento do conceito de “network”, para o português, rede de trabalho, que faz seu nome profissional está em evidência entre seus colegas de áreas e ter uma maior gama de pacientes encaminhados.
Ai você se pergunta: como nos preparamos para isso?
         A resposta é: QUALIFICAÇÃO e RESULTADO. Você não será indicado por seus pacientes ou colegas da área se não apresentar essas duas qualidades. A qualificação profissional pode ser feita através da leitura constante e crítica de artigos científicos, dos quais baseamos nossa tomada de decisão clínica, não sendo preciso sempre pagar cursos caros para se aprimorar ou mesmo depender apenas de livros que demoram para ser atualizados. É necessário também o incentivo à pesquisa que pode ser realizada até mesmo em nosso consultório ou clínica, é claro que obedecendo as determinações éticas. Pesquisar, hoje, é fundamental para qualquer profissão se manter viva e poder responder à sociedade a cerca da sua importância perante ela, respaldando o valor e qualidade de seu trabalho. Como o assunto pesquisa é um pouco complicado de se trabalhar, venho em outro momento falar um pouco sobre como desenhar um estudo em nosso consultório.

Por:
Johnnatas Mikael Lopes
Mestrando em Saúde Pública - UEPB
Fisioterapeuta Esp. em Fisioterapia Traumato-Ortopédica e Desportiva