26 de abril de 2011

POR QUE GANHAMOS POUCO???

Considerações do autor do Blog: Volta a postar novamente nesse blog o Ft. Esp. Johnnatas Mikael, amigo e colega de profissão. Esta postagem é destinada para gerar reflexão de nós, enquanto profissionais, estamos fazendo para que possamos ser ou não reconhecidos como bons e profissionais necessários num processo de reabilitação. A sugestão que dou é que também chequem a postagem feita pelo o Ft. Diego Neves (clique para conferir), os textos de certa forma se complementam.  Leiam e discutam! Na próxima semana estaremos postando a continuidade dessa discussão. 


                                                    Caros colegas fisioterapeutas,
            Esta postagem não se destina a expor mais uma técnica ou mesmo uma nova descoberta na nossa área. Ela tem o intuito muito mais de gerar dúvida do que soluções!!
Pois bem, hoje na Fisioterapia vivemos um dilema entre realizar-mos atendimentos pelo convênio (SUS ou privado) ou particular (“in cash”)? O primeiro, ao meu ver, não existe muita diferença em relação ao nosso repasse do SUS e do convênio particular, uma miséria!!!! Por outro lado, os atendimentos particulares, seja em consultório-clínica ou mesmo no Home Care, são os que geram um maior retorno financeiro, embora necessite da parte do fisioterapeuta uma clientela fidedigna e uma boa rede de trabalho, o “network”.
            Diante disto, surge as questões: Então não vamos trabalhar com convênios? Todos haveremos de ter consultório ou clínica ou mesmo apenas trabalhar nos famosos atendimentos em domicílios? Temos que está vinculados clínicas de médicos para podemos ter pacientes? A resposta é NÃO!! Tudo estará dependente de você, como profissional, e da sua capacidade de visualizar além do presente momento e de se destacar nesse mercado altamente competitivo.
            Infelizmente, muitos fisioterapeutas saem da academia sem nenhuma noção de inserção no mercado de trabalho (me incluo neste grupo), como já mencionei que é altamente competitivo, e ficam a espera de concursos públicos ou pleiteando vaga em clínica médica. Precisamos ter uma visão um tanto que capitalista e planejar com muito cuidado essa nova fase de recém inseridos neste mundo de capital especulativo. Para tanto, não haja com ansiedade e desespero. Pense em seus objetivos a curto e, principalmente, a longo prazo, tentando traçar metas e um método adequado para alcançar-los.
            Portanto, não existe apenas uma forma de ser bem remunerado, esteja no serviço público, no convênio particular, no seu consultório, no Home Care, é preciso conquistar seu espaço e mostrar suas qualificações e, principalmente, RESULTADO! Pois hoje, a dinâmica das relações de trabalho exige isso e podemos verificar o exposto nos diversos noticiários televisivos reportagem de histórias de indivíduos que constroem grande empreendimentos a partir do nada. No entanto, o sucesso não ocorrem da noite para o dia, exige bastante esforço, qualidade do trabalho e tempo. Faça de sua profissão um empreendimento, seja empreendedorista.

 Por:
Johnnatas Mikael Lopes
Mestrando em Saúde Pública - UEPB
Fisioterapeuta Esp. em Fisioterapia Traumato-Ortopédica e Desportiva

Um comentário:

Diego Dantas disse...

Sem dúvida o pensamento de johnntas é muito atual e de grande relevância para discussão. Porém, a desvalorização do profissional, não só Fisioterapeuta, perpassa desde a falta de empreendendorismo e visão estratégica até a falta de definição de papéis. O Fisioterapeuta, assim como qualquer outro profissional, precisa vestir a camisa da profissão e ter conhecimento suficiente para justificar a sua atuação. Contudo não é isso que vemos por aí. Como Johnnatas falou dá pra ser bem sucedido em qualquer que seja a sua esfera de atuação.

Abraço a esses meus queridos amigos e colegas de profissão.