28 de março de 2011

Avaliação dos Pés: porque é importante?

Considerações do autor do Blog: Esse postagem é a primeira de outras que virão de minha amiga Marina, que agora escreverá comigo para este blog. O post nos chama atenção para a avaliação do pé, nos trazendo a sua importância diante os desequilíbrios estáticos que corriqueiramente temos tratado neste blog e que é o carro chefe para nosso raciocínio clinico (fisioterapeuta, terapeuta manual). Curtam aqui esse texto, e no facebook!






       A utilização da avaliação direta dos pés é explicada pelo fato de que a planta do pé é considerada uma das entradas do sistema postural fino, ela é rica em elementos exteroceptivos e os fusos neuromusculares são abundantes no nível dos músculos do pé e de receptores articulares nos tornozelos, fazendo do pé um elemento fundamental do sistema postural, e igualmente o ponto de sustentação do pêndulo invertido (GAGEY e WEBER, 2000).

        Por sua vez, a manutenção do equilíbrio postural é alimentada por um fluxo de impulsos neurológicos provenientes dos sistemas proprioceptivo, vestibular e óculo-motor cujas informações mantêm o controle do equilíbrio corporal pela atividade tônica dos músculos antigravitacionais, sendo a musculatura da cadeia tônica miofascial posterior (CTMP) responsável pelo alinhamento e estabilidade corporal. Os olhos, a planta dos pés a articulação têmporo-mandibular apresentam correlação com a postura, podendo uma disfunção em algum desses captores, resultar em alteração da flexibilidade da CTMP (BRICOT, 2001).
       Segundo CANTALINO e MATTOS (2008), pelo menos 80% da população geral tem alterações nos pés, e uma deformação ou assimetria qualquer dos pés representará sempre mais acima e necessitará de uma adaptação do sistema postural. Pois uma alteração tônica mínima desencadeará uma cascata de modificações topológica sobre o conjunto cervicopódalico, desde a planta do pé até a cervical. Essa assimetria do apoio dos pés pode ser responsável pelas dores lombares, ciáticas e nos joelhos. ( Bricot , 2008).
       Espera-se, segundo GEHLSEN e SEGER (1980), que na posição ereta, 25% do peso do corpo são distribuídos para cada calcâneo e 25% para a cabeça dos cinco metatarsos de cada pé; na proporção de cerca de uma parte para o I metatarso e 2,5 partes para os metatarsos II a V. A maior parte da tensão no arco longitudinal é suportada pelos ligamentos plantares. Somente cerca de 15 a 20% da tensão são suportadas pelos músculos tibiais posterior e fibular. Quando o corpo está na ponta de um pé, a tensão no arco é aumentada quatro vezes.  E a análise desses dados pode ser facilmente obtida através da baropodometria.
      Na próxima postagem falaremos mais uma pouco sobre o barapodômetro, o que é, o que se verificar nele, em que situações poderia ser aplicado.

Referências

FREDEGOT ; Henrique Malek. Baropodometria Computadorizada. Disponível em: http://www.fisioterapiaepostura.com/baropodometria_13.html. Acesso em: 25.mai. 2011.CANTALINO, Juliana Leal Ribeiro; MATTOS, Hercules Mares. Análise das Impressões plantares emitidas por dois equipamentos distintos. ConScience Saúde, V. 7, n. 3, p. 357 – 372, 2008;
BRICOT, Bernard. Posturologia. 2 Edº. São Paulo: Ícone. 2001;
GAGEY,P. M.; WEBER, B. Posturologia. Regulação e distribuição da posição ortostática. 2º ed. Ed. Manole. SP. 2000


Por: Marina de Sousa Medeiros
Acd. de Fisioterapia - UEPB
Monitora da disciplina Recursos Terapêuticos Manuais - RTM
Membro do Núcleo de Estudos em Motricidade Humana - MOTRIS
Membro da diretoria do Centro Acadêmico
Esteticista pelo SENAC - Mossoró
Membro do Blog Portal da Fisioterapia Manual

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