15 de fevereiro de 2011

O porquê do "Creck" - Parte I

   Você já se perguntou de onde vem aqueles estalos quando um osteopata ou quiropraxista realizam uma manipulação ou ajuste articular? Já se perguntou se é o mesmo que ocorre quando você mesmo realiza uma "auto-manipulação"? Nesta postagem espero esclarecer algumas dúvidas quanto a estas e outras arguições.
   Toda articulação sinovial produz um líquido que nutre a cartilagem articular e permite que essas articulações deslizem umas sobre as outras, sem causar agrassão as superficies das mesmas. Em patologias raras e pós-morte, esse líquido deixa de ser produzido.
   O líquido sinovial produzido é viscoso e possui um alto grau de tensão superficial, de tal forma que é criado uma película sobre o líquido. Para entender melhor, podemos comparar com a nata que recobre leite. Ao movimento rápido, que é visto tanto na quiropraxia quanto na osteopatia, essa película é rompida e, como o líquido está megulhado num ambiente com espaço livre e anaeróbico, que seria o espaço articular, a vibração produzida leva a formação de uma pequena bolsa de gás, que logo é desfeita. Esse processo acontece de maneira extremamente rápida, produzindo o ruído característico, o estalo. Ao contrário do que muitos pensam, o ruído não é produzido por atrito ósseo, pois se fosse, causaria muita dor. Com um certo tempo a película é novamente formada, fato que explica não se conseguir o estalo logo após de telo feito.
   Esse fenômeno nem sempre vibra suficientemente a ponto de produzir um som audível, logo, nem toda manipulação ou ajuste articular será acompanhado de um estalo audível. Diante disso, o quiropraxista (falo especificamente por conhecimento de causa) tem sua prática embasada em constantes reavaliações, sabendo desta forma se o ajuste foi ou não efetivo. 
   A manipulação, além de reposicionar a articulação no sentido que necessita, promove a ruptura da película sinoval, promovendo numa melhor nutrição a cartilagem articular. Esse posicionamento é conseguido apenas por profissionais com treinamento específico para técnica, como é o caso dos osteopatas e quiropraxistas, outras técnicas como seitai e shiatsu também podem promover tal efeito.
   Ao contrário do que se pensa, os estalos provocados pela própria pessoa, que particularmente denomino de "auto-manipulação", dificilmente promoverá tal efeito. Primeiramente porque será impossivel avaliar-se em qual movimento ocorre a restrição articular; segundo, é igualmente impossivel reproduzir os parâmetros precisamente ao ponto de se conseguir manipular ou ajustar no sentido de eliminar a restrição. Fato que comprova isso é que o movimento normalmente feito para a "auto-manipulação" são sempre os mesmos, não é verdade? Tal procedimento pode está levando a uma artrito articular, o que a manipulação verdadeira não faz, levando, fatalmente, a um processo de artrose.
   Uma pergunta fica no ar: Por que sinto alívio ao realizar a "auto-manipulação"? Tal alívio parece ser produzido por liberação local de endorfina. Pelo texto exposto acima, qual é a sua conclusão? Só isso é preciso?

Referencia

SOUZA, M. Manual de quiropraxia. 2ª ed. São Paulo: Ibraqui, 2006.


Por.: Ft. José Diego Sales, D.Q.
Integrante do Centro Paraibano de Quiropraxia

11 de fevereiro de 2011

Política e Fisioterapia


Comentário do autor do blog: O texto a seguir tras uma reflexão sobre nossa atitude enquanto profissional da área e sobre o que estamos fazendo para melhorar e piorar nossa profissão. Nele o Ft. Diego Neves, meu amigo, explana de maneira sucinta, mas que nos coloca em "check". Leiam e comentem, tanto eu como Ft. Diego Neves estaremos respondendo os possíveis questionamentos.

            Essa primeira palavra do título certamente não é a melhor para atrair a atenção de um leitor brasileiro, independente da profissão. Talvez por conta da trajetória política do nosso país, com tantos casos de corrupção impunes e pessoas não muito cofiáveis se safando e até se elegendo novamente, nós tenhamos tamanho trauma dessa palavra. E é muito comum ouvir-se falar: “eu não gosto de política”.

            O que é uma pena, pois o significado de política vai muito além de eleições e de pessoas usando terno. Qualquer tipo de relação social entre grupos ou classes, pode ser considerada uma relação política. E você, como fisioterapeuta, representa uma classe. Porém, é visto já desde a graduação uma grande defasagem em relação às questões políticas que envolvem nosso campo de atuação, tanto por parte dos alunos como até de alguns professores. Antes eu até achava que era um problema exclusivo da universidade onde estudei, mas bastou andar um pouco para ver que em outros lugares a coisa não é assim tão diferente.

            Você, aluno ou profissional, pare e pense. Você sabe se existe piso salarial para sua profissão no seu estado e/ou região? Se existe, quanto é? Você sabe qual a função do conselho, ou melhor, onde fica a sede do conselho em sua cidade? E quanto ao sindicato, existe? Quem te representa lá?

            Enfim, eu poderia fazer ainda uma maré de outras perguntas, mas se com essas você não conseguiu responder a maioria, então existe um problema aí e bem mais grave do que muitos imaginam.

O profissional é significantemente limitado, se ele sabe Pilates ou como programar um ventilador mecânico para um paciente na UTI, mas não sabe de seus direitos e deveres diante da profissão (e vice-versa). Às vezes parece até que precisamos da ameaça de um ato médico para nos sentirmos revoltados o suficiente para pensarmos em conjunto e aí sim irmos procurar nosso papel diante de uma equipe de saúde. Já cansei de ver pessoas reclamando do conselho, quando na verdade a responsabilidade de denunciar e comunicar ao CREFITO era dessas pessoas.

Na política, para se conseguir espaço, precisa-se ir atrás. Esperar de braços cruzados que os outros (que às vezes você nem sabe quem são) resolvam, é o que fragiliza a fisioterapia e traz transtornos. Também não é apenas lendo um texto e concordando com as palavras que as coisas mudarão. O que muda são algumas atitudes diárias. Reclamar e resmungar com seus colegas de profissão é uma atitude que não muda nada além do seu humor e o das pessoas que o ouvem. 

Para terminar, faço uma pergunta: há como entender aquela pessoa que, para se omitir de qualquer tipo de discussão como essa, diz: “eu não gosto de política”? Eu não entendo, porque apenas seu salário e seu trabalho dependem disso. Pouca coisa, não é mesmo?!

Por: Ft. Diego Neves Araújo

8 de fevereiro de 2011

Quiropraxia em Foco





Nesses vídeos o quiropraxista Jason Gilbert, presidente da ABQ-Associação Brasileira de Quiropraxia, explica de maneira sucinta, mas exclarecedora, o que é a Quiropraxia o o que ela pode fazer para promover a saúde do corpo.