6 de janeiro de 2011

Terminologias das fibras musculares, de onde vêem?

Nota do autor: Para facilitar o entendimento das diferentes nomenclatura dos tipos de fibras, decidi fazer uma postagem para explicar de onde provem esses termos. O texto foi baseado no artigo da Prof. Viviane Minamoto, a sugestão que deixo é que não se detenho apenas ao texto desse blog, mas que procurem o artigo e leiam na íntegra, é muito bom. Aqui consta apenas uma leitura rápida do que a professora expõe em seu artigo.
            As diferentes terminologias utilizadas dependerão da técnica utilizada na sua análise. Sendo assim, um mesmo tipo de fibra pode ser enquadrado em duas categorias, a depender do método de análise.
            Uma das primeiras classificações utilizada foi quanto a coloração. Em 1873 usou-se os termos “fibras brancas e fibras vermelhas” para diferenciá-las. A coloração vermelha é dada pela presença de mioglobina e pela densa rede de capilares que envolve as fibras mais equipadas para o metabolismo aeróbico.
            Posteriormente, as fibras foram classificadas de acordo com seu metabolismo energético em oxidativas e glicolíticas.
            Em 1968 surge a classificação quanto ao limiar de fadiga de cada fibra, utilização a depleção de glicogênio para análise. Avaliou-se então quer as fibras podem ser altamente, fatigáveis, moderadamente fatigáveis e com grande resistência à fadiga.
            Outra forma de classificação é quanto ao método histoquímico, que as distingue como do tipo I e II, com seus subtipos (IIA, IIB e IIX ou IIC). A classificação depende das diferentes colorações conseguidas por devidas as diferenças de reações ao pH.
            Segundo o método bioquímico, as fibras oxidativas e glicolíticas foram divididas de acordo com a distribuição quanto a fibras do tipo I e II. Tem-se portanto: fibras de contração rápida e metabolismo glicolítico (fast glicolitic - FG); fibras de contração rápida de metabolismo oxidativo e glicolítico (fast-oxidativ glicolitc - FOG); fibras de contração lenta de metabolismo oxidativo (slow oxidativ – SO). Encontro-se relação entre fibras do tipo I e as SO, do tipo IIA e FOG e entre IIB e FG.
            As características diferencias entre as isoformas de cadeias pesadas de miosina (myosin heavy chain, MHC) também permitem uma classificação.  A MHC é a porção da miosina que se liga na sítio ativo da actina formando a ponde cruzada, sendo a MHC que determina a velocidade de formação de tais pontes, determinando assim a velocidade de contração da fibra muscular.
            A tabela abaixo retirada do artigo “  Classificação e adaptações das fibras musculares: uma revisão” resume o que colocado no texto.


Referências:
KISNER, C.; COLBY, L.A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 5a edição. São Paulo: Manole, 2009.
CHAITOW, L. Técnicas de Energia Muscular. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.
                              
HALL, C.M. Exercícios terapêuticos na busca da função. 2ª edição. Rio de Janeito: Guanabara Koogan, 2007.
MINAMOTO, V. B. Classificação e adaptações das fibras musculares: uma revisão. Fisioterapia e Pesquisa, v.. 12, n. 3, p. 50-5, 2005.


Por: José Diêgo Sales
Autor do Blog

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