19 de dezembro de 2011

Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva

            A técnica de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP) foi desenvolvida pelo neurofisiologista Herman Kabat. Esse método foi desenvolvido a partir de observações dos estudos de Sir Charles Sherington acerca da facilitação do sistema nervoso e dos padrões de movimentos humano funcional. O Dr. Kabat também contou com a colaboração de duas fisioterapeutas, Maggie Knott, considerada a pioneira em terapia manual, e Dorothy Voss.

15 de dezembro de 2011

Teste de Soto-Hall

       Olá Pessoal! Estava revendo alguns testes da coluna torácica e encontrei esse que considero de estrema valia. Ele é empregado quando se suspeita de uma fratura vertebral. Quem sabe quando vamos ter um caso desse em nossa clínica? Então, é bom tê-lo guardado em nossa mente.
      Para realizá-lo, o paciente deve ficar em decúbito dorsal. O examinador coloca uma mão no externo e realiza uma leve pressão. A outra mão do examinador deve ser colocada no occipúcio do paciente para realizar uma flexão de cabeça e pescoço de forma lenta, em direção ao tórax. A mão que está sobre o externa tenta evitar a flexão toráxica, lembrando que a pressão mantida deve ser leve. Quando o paciente tem um acometimento importante da vértebra uma dor local aguda será a queixa do paciente. Isso pode ser promovida pela tensão ligamentar exercida na vértebra acometida. Segue abaixo o vídeo do teste para melhor entendimento.


Por: Ft. Esp. José Diego Sales
Organizador do Blog

1 de dezembro de 2011

Quiropraxia, uma maneira inteligente de tratar-se

Apesar do termo parecer novo, a Quiropraxia já existe há um bom tempo. Foi desenvolvida por David Daniel Palmer em 1895, e no Brasil desde 1920. Nos registros históricos, civilização antigas já praticavam algo que se parecia com a Quiropraxia, mas foi David Daniel Palmer que sistematizou e ampliou o conhecimento sobre esta arte e ciência de tratamento.

30 de novembro de 2011

Especialidade Profissional de Fisioterapia em Quiropraxia, fiquem por dentro

RESOLUÇÃO n°. 399/2011

RESOLUÇÃO Nº 399, 03 DE AGOSTO DE 2011


                                                         Disciplina a Especialidade Profissional de Fisioterapia em Quiropraxia e dá outras providências. 


O Plenário do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional - COFFITO, no exercício de suas atribuições legais e regimentais e cumprindo o deliberado em sua 213ª Reunião Plenária Ordinária, realizada no dia 03 de agosto de 2011, em sua sede, situada na SRTVS, Quadra 701, Conj. L, Ed. Assis Chateaubriand, Bloco II, Sala 602, Brasília - DF, na conformidade com a competência prevista nos incisos II, III e XII do Art. 5º, da Lei nº. 6.316, de 17.12.1975,

RESOLVE:

Artigo 1° Disciplinar a atividade do Fisioterapeuta no exercício da Especialidade Profissional em Quiropraxia.

Artigo 2° Para efeito de registro, o título concedido ao profissional Fisioterapeuta será de Especialista Profissional em Quiropraxia.
Artigo 3º - Para o exercício da Especialidade Profissional em Quiropraxia é necessário o domínio das seguintes Grandes Áreas de Competência:

17 de novembro de 2011

De onde vem a escoliose?

A escoliose é uma alteração postural onde a coluna vai assumindo uma curvatura anormal, lembrando um formato de um “C” ou “S” na radiografia. Acompanhando esse formato, é possível verificar assimetrias como um ombro mais alto que outro, ou um quadril mais alto que outro, ou mesmo as costelas podem parecer estar mais a frente de um lado que de outro.
Além da questão estética, existem outros motivos para preocupações. Quando se está com escoliose, inevitavelmente existe mais pressão em uma vértebra de um lado que de outro, levando a desgastes nessas articulações vertebrais. Além disso, toda musculatura estará afetado, umas estando mais “fortes” e outras mais “fracas”. É esse desequilíbrio muscular e articular que podem levar ao aparecimento de dores.

10 de novembro de 2011

O corpo sente e fala

            A terapia craniossacral propõe resolver traumas físicos e emocionais guiando-se pelo ritmo do líquido que banha o cérebro e a medula.

John Upledger
         Originário dos Estados Unidos, o método surgiu na década de 1970 a partir de técnicas de manipulação e dos estudos do médico americano John Upledger. Ele trabalha com base no sistema craniossacral, trajeto entre o cérebro e a coluna percorrido pelo líquor e que mantém comunicação com o resto do organismo. “ Com leves toques leves, apalpamos todo o corpo do paciente e monitoramos o ritmo com que esse líquido flui”, diz a terapeuta Brigit Ketter, de São Paulo. 

7 de novembro de 2011

Bandeiras vermelhas para dor lombar

Nesta postagem abordarei um tema que julgo bastante importante para nossa prática clínica. Como sei que muitos pacientes leem esse blog com o intuito de descobrir ou tem mais informações acerca dos problemas que lhes afligem, advirto que o tema abordado nesta postagem é bastante amplo e faz parte de uma minuciosa investigação clinica. As coincidências encontradas no post não poderá ser encarada como suficientes para um diagnóstico clínico. Portanto, não sofram à toa.
É bastante comum o relato de dor lombar numa clínica fisioterápica. Afinal, dor lombar crônica tem sido diagnosticado de maneira bastante simplória, mas isso é motivo para outra postagem. Mas a questão é, essa dor poderá ser indicativo de algo mais sério? Segundo Waddell (2004), 1% dos paciente com lombalgia poderá ter uma patologia grave da coluna vertebral. Algum de nós podermos receber um paciente dentro dessa margem de probabilidade.

21 de setembro de 2011

Tá na hora de acordar, sigamos o exemplo!!!

Clique na imagem para ver a matéria

A matéria acima foi publicada no Estadão e também divulgada na página do MSN. Ao olhar fiquei triste pela minha classe, fisioterapeutas. Tenho recebido comentários de vários colegas de quão precário está o atendimento por planos de saúde. Chega a ser desumano.

9 de setembro de 2011

Tecido fascial contrátil? Como assim???


Olá pessoal. Espero trazer nessa postagem o mesmo ou maior numero de discussão que trouxe em algumas postagens, isso porque considero um tanto quanto nova a informação bem como polêmica.
Contração das fáscias é um tanto quanto nova a informação não é? Até então temos em mente que apenas o tecido muscular seria dotado de capacidade contrátil, sendo a fáscia responsável pela transmissão dinâmica das forças no sistema musculoesquelético, adaptando-se a tensão de forma passiva. Alguns estudos já apontam para mudança nesse conceito, mostrando que há células contráteis em meio às células fasciais, indicando que a adaptação facial as tensões no sistema musculoesquelético tem as fáscias como agentes ativos.
Imunohistoquimica secção da fáscia lombar humana. As setas indicam os miofibroblastos.

2 de setembro de 2011

COFFITO emite nota de desaprovação a rede Globo

O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – COFFITO, no exercício de suas funções legais de regulamentador das profissões de Fisioterapeuta e de Terapeuta Ocupacional e diante de sua missão pública de preservação da saúde da população Brasileira, bem como diante de sua responsabilidade pela qualidade da informação relativa ao exercício dessas profissões, vem a público manifestar seu DESAGRAVO À FISIOTERAPIA em face da veiculação equivocada e desprovida de qualquer conteúdo técnico de cena da novela “Morde e Assopra” que foi ao ar ontem, pela Rede Globo de Televisão.

1 de setembro de 2011

CREFITO 10 EM REPÚDIO A REDE GLOBO

O CREFITO-10 vale-se do presente para manifestar repúdio à cena veiculada pela Rede Globo de Televisão no capítulo do dia 31/08/2011 da Novela “Morde e Assopra”, quando um médico apresenta um enfermeiro como o responsável pela realização do atendimento fisioterapêutico em uma criança e este enfermeiro ao ser questionado se estaria habilitado a realizar tais procedimentos, afirma que sim, pois já havia realizado curso técnico de fisioterapiatrabalhado em uma clínica de fisioterapia, entre outras lamentáveis e levianas barbáries da cena.

24 de agosto de 2011

Exercício ilegal da Quiropraxia, fique sabendo

Olá pessoal, recentimente obtive a informação sobre o exercício ilegal da Quiropaxia através de uma de esclarecimento publicada no site do COFFITO no dia 3 de agosto de 2011. Leiam e tirem suas próprias conclusões.

Alerta a População Brasileira!
O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) comunica a população brasileira que, a profissão de Quiropraxia não se encontra regulamentada em nosso País como profissão de nível superior da área da Saúde.

2 de agosto de 2011

Excêntrico e concêntrico, muito mais que terminologias

Irei responder aos comentários abaixo com uma nova postagem! Para quem não leu, dêem uma olhadinha na postagem do Quick Quiz para se inteirar do assunto. O comentário do Raphael é bastante pertinente, mas nessa postagem estamos na verdade considerando um indivíduo sem patologia que interfira na eficiência do trabalho muscular. Ou seja, sem alterações de tônus ou problema articular que limite o desempenho do trabalho proposto. Ok?

27 de julho de 2011

Aula II: Introdução a Bioestatística

AULA II: INTRODUÇÃO À BIOESTATÍSTICA

            Acho que muito de vocês já leram algum artigo científico que, por ventura, um professor recomendou em suas aulas na faculdade ou mesmo durante a elaboração da monografia de conclusão de curso e se depararam com termos estranhos como teste t, p<0,05, teste x2, ICC 95% ou informações como “a média da força muscular do grupo de intervenção foi maior que a do grupo controle”, além de gráficos, tabelas e quadros que apresentavam dados referentes ao tema lido. No primeiro momento, isto tudo pode ser chato e dificultar sua leitura. E dificulta mesmo, quando nós não sabemos como interpretar-los. No entanto, esses termos estranhos são fundamentais para se realizar uma boa pesquisa e, ainda mais, para podemos divulgar as informações que encontramos nos nossos estudos.
O que os gráficos dizem???
Pois bem, todos os termos estranhos acima citados, assim como gráficos e tabelas, fazem parte do arsenal de ferramentas que a Bioestatística fornece ao pesquisador desde o momento de planejamento da pesquisa (elaboração do projeto) até na hora em que ele tem, em mãos, as informações do seu objeto de estudo para que possa interpretar-las. Pelo visto, podemos observar que se torna praticamente impossível realizar uma pesquisa quantitativa sem a utilização da Bioestatística.    
Objetivamente, a Bioestatística pode ser dividida em dois segmentos: Estatística Descritiva e a Estatística Inferencial. A primeira tem a função de descrever as características do objeto de estudo, por exemplo, a média de idade de alunos do sexo masculino de uma escola ou a porcentagem de bebês nascidos com baixo peso em uma maternidade, como também, é responsável pelas apresentações dessas informações em gráficos, tabelas ou quadros, tornando-os mais fácil sua interpretação.                  
Por outro lado, a Estatística Inferencial são aqueles termos estranhos que encontramos na seção de materiais e métodos ou nos resultados de artigos científicos, por exemplo o teste t, teste x2, p<0,05 e muitos outros, permitindo-nos emitir juízo de valor. Isto que dizer que podemos afirmar a respeito de determinado fato que ocorre em um grupo de pessoas (amostra), quando não se pode observar em todas as pessoas (população) com a mesma característica, e poder extrapolar essa afirmação para sua população de origem. Por exemplo: verificar se um grupo de pacientes no pós-cirúrgico de ruptura de ligamento cruzado anterior do joelho terá a mesma força muscular no quadríceps anterior à lesão e, em seguida, afirmar que esses achados podem ser verdadeiros para a população de origem da amostra. 
Embora tratada de forma segmentada da Estatística Descritiva, a Estatística Inferencial necessita desta última para ser realizada, como veremos mais adiante neste curso. Portanto, estudaremos primeiramente a Estatística Descritiva e, posteriormente, a Inferencial a partir da próxima aula.
Mas antes é importantíssimo fixar os conceitos de População e de Amostra para que nossa base de conhecimento fique bem consolidada. Logo, temos que saber que População é um conjunto de pessoas, animais ou objetos que compartilham uma característica em comum num dado tempo e espaço, por exemplo: População de idosos da cidade de São Paulo em 2010 ou a população de peixes de um reservatório no último verão. Por outro lado, Amostra é um subconjunto da População, ou seja, alguns componentes da população a representam de forma fidedigna, sendo utilizada quando não se pode observar todos os integrantes do conjunto devido á inviabilidade de tempo e financeira com esta ação. Um exemplo seria sortear grupos de idosos de cada bairro de São Paulo para compor uma amostra da População idosa da cidade. 

Por:
Johnnatas Mikael Lopes
Mestrando em Saúde Pública - UEPB
Fisioterapeuta Esp. em Fisioterapia Traumato-Ortopédica e Desportiva

18 de julho de 2011

Quick Quiz

No blog esse é o nosso primeiro Quick Quiz! Ele consiste de perguntas rápidaz onde tentaremos levantar algum aspecto importante para nossa vida prática da clínica e instigar a VOCÊS respondê-las! Portatando, peço que participem tanto enviando perguntas para o fisioterapiamanualjd@gmail.com , bem como respondendo aqui no nosso blog! O Quick Quiz de hoje já foi iniciado fo Facebook do blog!

O que é mais fácil, erguer uma carga concentricamente ou abaixá-la de forma excêntrica? Porque?


BIOESTATÍSTICA: AULA I

 MÉTODOS DE PESQUISA
            Iniciaremos nossas aulas a partir da introdução das formas de como se faz pesquisa atualmente, baseadas no conhecimento científico, cujo referencial difere dos outros tipos de conhecimento como o senso comum e religioso, por causa da utilização da sua estratégia inerente que é o Método Científico. Este é a forma ou caminho pelo qual os pesquisadores, de forma sistemática, devem seguir para alcançar o objetivo de descrever ou explicar determinado fenômeno.
            Mais precisamente, a pesquisa científica pode ser classificada em pesquisas quantitativas, qualitativas ou quanti-qualitativa, sendo esta última de maior complexidade e valor inferencial tanto para a área de Saúde como Ciências Sociais. Para o propósito deste curso virtual em Bioestatística, nos deteremos a falar para os interessados em pesquisas quantitativas, a qual se destina as ferramentas estatísticas. De toda forma, enfatizo a importância e a necessidade de se realizar pesquisas qualitativas, tendo em vista que nem todos os fenômenos são explicáveis através de números ou logística matemática. 
            Os pesquisadores da área de saúde, na maioria das vezes, têm o intuito de desenvolver tratamentos eficazes para disfunções sistêmicas, conhecer melhor a história natural de alguma doença, entre outras situações de saúde. Para que se alcance tal objetivo, podemos apenas observar o fenômeno, através de Pesquisas Observacionais, ou podemos interferir nos fatos que estamos estudando por meio de Pesquisas Intervencionistas ou Experimentais.
            As pesquisas ou delineamentos Experimentais podem ocorrer tanto em seres humanos, quando não prejudiciais a vida do participante, ou realizados com modelo animal (macacos, camundongos ou cachorros). Estes últimos possuem um nível de evidência mais baixo quando comparados aos estudos com humanos e aos observacionais.  
            Quando o objetivo da pesquisa é verificar os efeitos a longo prazo de terapias como a manipulação da coluna lombar ou saber quais os fatores de risco para hérnia de disco, não podemos intervir nesta situação, apenas observar. Logo, existem estratégias como estudos de Coorte onde se faz a observação de grupos de indivíduos com características de interesse em comum, como a manipulação da coluna lombar, e detectamos em períodos pré-determinados os fatos de interesse, como limitação da ADM ou nível de dor. Por outro lado, pode-se elaborar um estudo do tipo Caso-Controle em que indivíduos já acometidos pelo fato de interesse, como a hérnia de disco cervical, são comparados com participantes sem a manifestação da doença, sem hérnia discal, e verificar quais são as diferenças entre eles que podem ser determinantes da disfunção.   
            Grosso modo, é assim que podemos classificar as pesquisas científicas. Contudo, elas apresentam mais características importantes, como também, ainda existem outras formas de estudos que podem ser mais adequados para objetivos distintos. Cabe a quem se interessar, procurar os referenciais bibliográficos de estudo epidemiológicos para melhor aprofundamento.

Até mais!
Johnnatas Mikael Lopes
Mestrando em Saúde Pública - UEPB
Fisioterapeuta Esp. em Fisioterapia Traumato-Ortopédica e Desportiva

14 de julho de 2011

COMO SABER A CONDUTA IDEAL PARA O NOSSO PACIENTE?


Hoje, vamos conversar a cerca de como escolher o melhor tratamento para nosso paciente e do que vem a ser a tão famigerada Fisioterapia Baseada em Evidência, cuja base advém da já consagrada Medicina Baseada em Evidência, tornando a profissão médica tão bem consolidada.
Então o que é basear-se em evidência???
Pois bem, evidência científica é toda produção científica que se torna pública por meio da exposição de um manuscrito em periódico ou revista científica de circulação impressa/online e que serve de material formativo para nossa prática clínica profissional. Para nós, fisioterapeutas, isso é de grande importância por 2 motivos: primeiro, porque existe pouca produção científica de boa qualidade no nosso meio e segundo, ainda existe uma grande parcela de fisioterapeutas que não norteiam suas condutas terapêuticas baseados em confirmações científicas.
Portanto, devemos ler artigos científicos para determinar qual conduta ou recurso terapêutico utilizar no tratamento das Lombalgias, por exemplo????
Exatamente! Contudo não podemos nos deixar levar por qualquer artigo que venha nos dizer se esta ou aquela forma de tratamento é eficaz, eficiente, sem risco a longo prazo e sem efeitos colaterais. Existe uma classe de artigos que são chamados de norteadores de condutas clínicas, as Revisões Sistemáticas com Meta-Análise. Este tipo de publicação reuni os melhores artigos já publicados relacionado ao tema de interesse, p.ex.: Lombalgia, e faz uma avaliação do que realmente promove efeitos de relevância terapêutica e seu grau de confiabilidade. Além da Revisão Sistemática, existem outros tipos de artigos que podem ajudar em nossa prática clínica, como os Ensaios Clínicos Randomizados (Aleatórios), mas em menor grau de confiabilidade. Veja a baixo a pirâmide hierárquica de evidência, sendo o topo o maior nível de confiabilidade na determinação da conduta terapêutica:




Fica uma recomendação para maior aprofundamento, ler um pouco sobre os outros tipos de pesquisa.
            E se não existe pouca produção científica sobre a terapia ou patologia que estou interessado???
            Bem amigo, isso quer dizer que não existe evidencia científica para o que você quer fazer com seu paciente (isto é muito comum na Fisioterapia, infelizmente). E recomendo não fazer do paciente, sem seu consentimento e formalização, cobaia de alguma conduta que venha a pensar que seja eficaz para resolver o problema dele. Isto vai de encontro às determinações da Resolução 196/96 que regulamenta as pesquisas com seres humanos no Brasil.
            Não fique triste!!!! Existe um caminho para contornar essa situação, é um pouco demorado, as vezes tedioso, outras vezes tem que passar noites e noites e até fim de semana fazendo isso.... Mas no final torna-se gratificante quando o empenho necessário é dado. Enfim, o que estou falando é em PESQUISAR! Isso mesmo. Nossa profissão está precisando de bons pesquisadores para realizar boas pesquisas que tornem nossas ações mais alicerçadas em evidencia científicas e nos deixem munidos de argumentos para as discussões científicas com outros profissionais e ajudar a tratar nossos pacientes.
            Mas é difícil ser pesquisador???
            Não! Esta é uma opinião pessoal (não tem muita evidência, hehehehe). Para se tornar um pesquisador precisa-se de muita dedicação para leitura do que já se produziu de conhecimento na sua área de interesse e ter responsabilidade para se capacitar nos métodos e técnicas de pesquisa para os problemas das investigações.
            Pensando nisso, a partir de agora iremos iniciar uma Série de postagens, destinadas a quem tem interesse em pesquisar, acerca de como são os métodos de pesquisa e, principalmente, sobre Bioestatística, a qual é uma ferramenta indispensável para se realizar pesquisa e que é negligenciado pelos iniciantes e também por quem já está inserido no meio. 
            É isso galera....... até a primeira aula.

SAMPAIO, RF; MANCINI, MC. Estudos de revisão sistemática: um guia para síntese criteriosa da evidência científica. Rev. bras. fisioter.,  São Carlos,  v. 11,  n. 1, fev.  2007.
JATENE, Fabio B.; BERNARDO, Wanderley Marques; MONTEIRO-BONFA, Rosangela. O processo de implantação de diretrizes na prática médica. Rev Bras Cir Cardiovasc,  São Paulo,  v. 16,  n. 2, June  2001 .

Por: Johnnatas Mikael Lopes
Mestrando em Saúde Pública - UEPB
Fisioterapeuta Esp. em Fisioterapia Traumato-Ortopédica e Desportiva

5 de julho de 2011

Os ossos do cranio se mexem

Isso é sim uma afirmação. Embora pareça meio louco e insensato, muitos acreditam sim que os ossos do crânio se movem, existindo terapias especificas para o desarranja provocado pela estrutura craniana: Terapia Cranio-Sacral. É evidente que os movimentos não são de grande expressão, mas sim minimamente pequenos, o bastante para não percebermos, mas o suficiente para gerar seu efeito sobre o corpo.  
William Sutherland (1873-1954, um osteopata de formado pela faculdade em Kirksville, foi quem iniciou as pesquisas e desenvolveu boa parte da teoria e técnica que fundamenta, ainda nos dias atuais, a terapia craniana. Tudo surgiu a partir de um pensamento por anos alimentadoo seguinte pensamento: “Contemplando os ossos do crânio eu fiquei atento para os biseis das superfícies articulares do temporal, de repente eu pensei que essas superfícies, como os ouvidos dos peixes,  poderia ter um mecanismo respiratório”. O pensamento simples e ao mesmo tempo louco ficou por anos em sua mente e o fez estudar minunciosamente os ossos do crânio.
De fato, conhecemos as suturas cranianas, que por anos vão se fechando e perdendo, portanto, sua mobilidade. Se as suturas não se “colam” totalmente, podemos pensar que sua mobilidade também não é totalmente inexistente.
Sua ânsia de descobrir tudo o que a estrutura craniana escondia até então, Sutherland passou a induzir lesões em si mesmo para identificar o que elas poderiam levar e seguidamente produzir a correção necessário para aquela situação. Em briografia escrita por sua esposa é revelado o seguinte: “Certa feita, após uma forte lesão auto induzida Will não foi o mesmo em vários sentidos, ele estava extremamente nervoso, tenso e facilmente irritável. Isso contrastando muito com o seu caráter normalmente calmo e equilibrado. Sua cor mudava, algumas vezes pálido com expressão facial modificada. Como ele queria analisar as reações e os efeitos, sem se precipitar, ele não corrigiu a lesão imediatamente”.
Os seus primeiros pacientes foram sua família, onde o Sutherland teve resultados favoráveis e o fez decidir iniciar a experimentação em seus pacientes, terminando assim de fundamentar sua técnica, sendo seus resultados ainda mais satisfatórios.
Em 1929, Sutherland resolve então divulgar a sua técnica, não muito diferente dos dias atuais, a maioria dos profissionais daquela época renegaram sua teoria, acusando-o de não embasá-la em bases científicas. Chegou a publicar alguns artigos e outros colegas começaram a divulgar sua técnica, mas ainda não com a coerência que esperava. A partir de então resolveu ele mesmo expor o conceito craniano.
Nesse período, Sutherland passa a ter mais contato com crianças, fazendo valer sua técnica, vendo os impressionantes resultados, fazendo-o compreender ainda mais a relação das assimetrias do crânio e a saúde. Publicou em 1939 um folheto contendo informações sobre os conceitos básicos de sua técnica na tentativa de cativar o profissionais de sua importância, mas sem nenhum resultado.
Com o passar dos anos, os resultados conseguidos através dessas técnicas foram suficientes para trazer o respeito devido a tal técnica, que até hoje parece inovadora. William Sutherland morreu em 23 de setembro de 1954, aos 82 anos, deixando um grande legado para a Terapia Manipulativa.

29 de junho de 2011

Biofotogrametria

      Quantas vezes, em nossos consultórios, numa anamnese evidenciamos alterações posturais e comentamos ao nosso paciente. Infelizmente, muitos pacientes precisam acreditar no que dizemos, por não tem como confirmar o que lhe afirmamos. O que acho mais complicado é apresentar ao paciente melhoras do protocolo de tratamento ao qual aderiu sem nenhum dado palpável.
            A biofotogrametria é uma ferramenta que pode sanar essas dificuldades, onde o profissional avalia e interpreta os dados mensurados e pode apresentar ao paciente dados palpáveis de como o seu corpo está no momento e, o que acho mais importante, mostra como evolui o tratamento, pois o paciente poderá ver o quanto melhorou. A seguir virá algumas definições acerca da biofotogrametria e um pouco do histórico.
O termo de etimologia grega (photos=luz; gramma= desenhado ou escrito; metros= medir), designa um método inicialmente usado na cartografia que foi adaptada para análise biomecânica, podendo ser também denominada de biofotogrametria (COFFITO, 2002).
            A American Society for Photogrammetry and Remote Sensing – ASPRS (2008) define a fotogrametria como arte, ciência e tecnologia de obtenção de informações confiáveis sobre os objetos físicos e o meio ambiente através de processos de gravação, medição e interpretação de imagens fotográficas e padrões da energia eletromagnética radiante e outros fenômenos.
            A técnica é simples e de fácil aplicabilidade, tendo como vantagem o baixo custo para aplicação clínica, facilidade na fotointerpretação, alta precisão e reprodutibilidade dos resultados (BARAÚNA et al., 2004). Com o desenvolvimento de softwares que permitam a mensuração de ângulos e distancias horizontais, verticais com diversas finalidades, ficou ainda mais fácil de realizar a análise métrica das fotos digitais. Um dos softwares utilizados com essa finalidade é o CorelDraw. Outro software disponível livre e gratuitamente é o Software para Avaliação Postural.
            Inicialmente a biofotogrametria foi usada em Portugal, chegando a Brasil na década de 80, quando os primeiros estudos no país começaram a serem realizados (FERREIRA, 2008).  Desde então, vários estudos tem sido realizados, com diversas aplicabilidades: no estudo da marcha (RIBAS et al. 2007), na mecânica respiratória (RICIERI; ROSÁRIO;COSTA, 2008; VINHA; ROSÁRIO FILHO, 2008) , na avaliação de disfunções temporomandibulares (CORRERI et al. 2010), na avaliação postural em  mastectomizadas (BARAÚNA et al., 2004), escoliose (IUNES et al. 2010), distúrbios neurológicos (FARIAS, 2009;COELHO JÚNIOR et al., 2010), dentre outros.
            Estudos para avaliar a confiabilidade e validar medidas de medições também estão foram desenvolvidos, a fim de tornar mais fidedigna as medições de tal instrumento de avaliação.
            Em breve postaremos algumas informações dos parâmetros necessários para a biofotogrametria. Aguardem.

Referências
BARAÚNA, M.A. et al. Avaliação da amplitude do movimento do ombro em mulheres mastectomizadas pela biophotogrametria computadorizada. Revista Brasileira de Cancerologia, v. 50, n. 1, p. 27-31, 2004.

COELHO JÚNIOR, et al. Alinhamento da cabeça e ombros em pacientes com hipofunção vestubular unilateral. Rev Bras Fisioter, v. 14, n. 4, p. 330-5, 2010.

FARIAS, N.C. et al. Avaliação postural em hemiparéticos por meio do software SAPo – realato de caso. ConScientiae Saúde, v. 8, n. 4, p-649-54, 2009.
GORRERI, M.C. et al. Computerized Biophotogrammetry Evaluation of Asymmetry Facial in Patients with Temporomandibular Disorders. Odonto, v. 18, n. 35, p.5-13, 2010.
IUNES, D.H. et al. Confiabilidade intra e interexaminadores e repetibilidade da avaliação postural pela fotogrametria. Rev Bras Fisioter, v.9, n. 3, p. 327-34, 2005.
IUNES, D.H et al. Análise quantitativa do tratamento da escoliose idiopática com o método klapp por meio da biofotogrametria computadorizada. Ver Bras Fisioter, v.14, n.2, p. 133-140,  2010 Epub May 14, 2010.
MCCREARY, E.K. et al. Músculos: provas e funções. 5ª ed. São Paulo: Editora Manole, 2007.
RIBAS, D.I.R. et al.Estudo comparativo dos parâmetros angulares da marcha humana em ambiente aquático e terrestre em indivíduos hígidos adultos jovens. Rev Bras Med Esporte, v. 13, n.6, p.371-5, 2007.
RICIERI, D.V.; ROSÁRIO, N.A.; COSTA, J.R. Razão entre diâmetros torácicos para detecção de hiperinsuflação estática em crianças pela biofotogrametria. J Pediatr, v. 84, n. 5, p. 410-415, 2008.
VASCONCELOS, D.A.; SILVA JÚNIOR, J.R.; SILVA, M.S.B (Org). Fisioterapia Baseada em Evidências: Fisiociências. Campina Grande: EDUEPB, 2008.
VINHA, R.D.; ROSÁRIO FILHO, N. A. Impacto de fatores externos sobre a mecânica respiratória avaliada por um modelo fotogramétrico específico: biofotogrametria. J Bras Pneumol, v. 34, n.9, p. 702-706, 2008. 

Por: Ft. José Diêgo Sales, DQ
Organizador do blog PFM


22 de junho de 2011

Avaliação Neural


Esse texto visa dá uma continuidade a assuntos discutidos anteriormente presentes numa postagem intitulada como: “Neurodinâmica: os nervos em movimento”. O seu objetivo é mostrar como se fazer uma avaliação do sistema nervoso e posteriormente será apresentado como se dá o tratamento de tais afecções.

Todo tratamento eficaz vem precedido de uma avaliação adequada e com o sistema nervoso não é diferente. A dor provinda de nervos periféricos é bem característica e na maioria das vezes apresenta-se com uma sensação de cansaço, em queimação e formigamento que irradia através de todo o seu trajeto. Por muitas vezes o nervo encontra-se sensível a palpação.

David Butler, autor da técnica, criou testes bem específicos, que tem o objetivo de “estirar” o nervo em questão ou colocá-lo em tensão para observar se ele apresenta-se sensível e/ou reproduz os sintomas antes relatados pelo paciente. Existem três aspectos citados por Butler que determinam ou consideram o teste de Tensão Neural Adversa positivo:

·         o teste reproduz os sintomas do paciente ou fica limitado em uma ADM particular;
·         as respostas do teste podem ser alteradas por movimentos realizados em partes distantes do corpo, como a flexão cervical em um SLR, por exemplo;
·         diferenças nos testes de ambos os lados. Essas diferenças podem na amplitude de movimento e nas respostas sintomáticas.

A seguir mostrarei testes de alguns dos principais nervos do corpo, os quais são combinações simples de movimentos:

·         Nervo Mediano: Estabilização Escapular + Abdução do Ombro (110°) + Supinação + Extensão de Punho e Dedos + Rotação Lateral do Ombro + Extensão do Cotovelo + Flexão Lateral Cervical Oposta (sensibilizante)





·         Slump test (Paciente sentado com os braços para trás): Flexão da coluna toracolombar + Flexão cervical + Extensão do Joelho + Dorsiflexão




·         SLR – Flexão do quadril com o joelho estendido. Pode ser sensibilizado pela dorsiflexão e eversão (trato tibial), inversão (trato fibular)


OBS.: Por problemas no Blog, as imagens não foram adicionadas. Esperamos posta-las em breve.


Por: Daniel Germano.

Acadêmico do curso de fisioterapia - UEPB
Ex-monitor da disciplina Biofísica
Membro do Núcleo de Estudos em Motricidade Humana - MOTRIS
Membro do Blog PFM

         

20 de junho de 2011

Trigger Points: achando a causa das dores

Olá pessoal! Navegando pela net encontrei mais um aplicativo online que julgo bastante interessante. É mais uma ferramenta prática e didática que pode auxiliar em aulas ou mesmo na atividade diária de nosso consultório. Nem sempre vem em nossa mente qual músculo, que acometido por trigger points (pontos-gatilho) pode gerar aquela dor referida que o paciente descreve. Esse guia prático e interativo, que não substitui a pesquisa bibliográfica, pode nos ajudar na nossa prática, seja acadêmica, seja no atendimento. Mais uma vez desejo que aproveite, pesquisem e discutam!

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Por: Ft. José Diego Sales, DQ.
Organizador do Blog

15 de junho de 2011

Método Pilates: história e pincípios


Joseph Pilates
         Pilates é um método de condicionamento físico e mental que desenvolve força, flexibilidade, resistência e controle motor do corpo, além de ser um método de fitness que procura se adequar as necessidades de cada praticante. Seu inventor foi um alemão chamado Joseph Pilates, nascido em 1880. Quando criança sofria de asma, raquitismo e febre reumática e teve por determinação tornar-se mais forte fisicamente, o que o impulsionou a desenvolver os exercícios. Chegou a treinar os enfermos da 1ª Guerra Mundial em um campo de concentração e posteriormente os soldados ingleses e alemães. A partir daí se mudou para os EUA onde seu método foi reconhecido e difundido mundialmente.
            Esse método possui seis princípios básicos que são interdependentes e devem ser executados em todos os exercícios. Se qualquer um for esquecido o treinamento estará sendo realizado da maneira inadequada. São eles: respiração, uma respiração adequada (inspiração feita pelo nariz na fase concêntrica e expiração pela boca na fase excêntrica) ajuda a oxigenar melhor os músculos que estão atuando bem como retirar os catabólitos e os gases nocivos dos mesmos; concentração para ajudar na percepção corporal, postura, e relaxamento da mente; powerhouse ou centro de força, todo movimento se origina do centro. Deve-se manter a todo o tempo a contração da musculatura da região abdominal (isso se consegue secando a barriga, no sentido de empurrar o umbigo para trás e para cima), dos paravertebrais, glúteos e assoalho pélvico. Dessa forma, a coluna lombar estará sempre estabilizada e a postura mantida da maneira correta, além de eliminar as dores que são bastante frequêntes nessa região; precisão, a qualidade do exercício é mais importante do que a quantidade além de auxiliar no controle dos movimentos; fluidez, um movimento fluido parte de um centro firme para a extremidade. São movimentos suaves evitando ao máximo torná-los bruscos; e por fim, o controle, exercícios em que a mente não exerce um controle adequado sobre o movimento geralmente levam a lesões.        
            Os benefícios do método Pilates são: melhorar a capacidade cardiovascular e respiratória; oferecer um condicionamento físico e mental (concentração); aliviar os problemas relacionados ao estresse, diminuindo a tensão e a fadiga; melhorar a força e a elasticidade muscular; melhorar a mobilidade articular; melhorar a postura, eliminando os maus hábitos e as dores; etc.
            No início, os exercícios realizados por Joseph Pilates eram executados no solo, aos quais hoje em dia recebeu o nome de Mat Pilates. Posteriormente ele desenvolveu uma aparelhagem em que a resistência aos movimentos eram exercidas por molas de diferentes calibres. Além de resistência, as molas também dificultam o controle, a precisão e a fluidez o que exige mais do praticante como também realiza a todo tempo tração das articulações envolvidas. Em determinados exercícios a mola facilita sua execução. Os aparelhos recebem o nome de reformer, cadeira combo, cadillac e wall unit.

Por:  Daniel Germano 
Acadêmico do curso de fisioterapia - UEPB
Ex-monitor da disciplina Biofísica
Membro do Núcleo de Estudos em Motricidade Humana - MOTRIS
Membro do Blog PFM

13 de junho de 2011

Plexopatia na mochila !

Qual a relação que as imagens abaixo guardam entre si?

                         
A mochila! O bebê que vira mochila, a criança que leva mochila, o soldado e os acampantes que precisam levar tudo  o que precisam ou precisariam dentro de sua mochila. Aí você já pode pensar que é aquela velha história da postura, blábláblá. Não deixa de ser importantes falar disso, mas venho frisar outra coisinha tão importante quanto: plexopatia.
Plexos nervosos são uma rede cruzada entre si de nervos que levam importantes informações à periferia, sendo que existe quatro plexos: cervical, braquial, lombar e sacral. Qualquer fenômeno que impeça o fluxos normal de informação por meio dos plexos leva, ao que denominamos, de plexopatia.
Mais especificamente vamos falar de plexopatia provocada pelo uso da mochila. Essa lesão começou a ser descrita na Segunda Guerra Mundial e durante as guerras da Coréia e Vietam. Também começou a ser evidenciada em pessoas que usavam mochilas com grande quantidade de peso, como é o caso dos exemplos acima ilustrados: crianças que carregam grande quantidade de livros, acampantes, crianças levadas como mochilas.
O que causa a lesão ao plexo em questão, o braquial, é a grande quantidade de peso levada sobre os ombros e transmitidas através das alças. A tendência de desenvolvimento da lesão é proporcional ao peso carregado, bem como sua repetição.
Os sintomas se dão de forma gradual, com aparecimentos de fraqueza em um dos braços, com sensação de dormência, podendo chegar a paresia dos músculos da cintura escapular, tipicamente afetando o serrátil anterior, supra-espinhal, deltóide, bíceps e extensores do punho. A imagem abaixo mostra o plexo afetado.


Google Body

Então pense duas vezes antes de levar uma mochila muito pesada!
Referência:
FERREIRA, A.S. Lesões nervosas periféricas: diagnóstico e tratamento. 2 ed. Editora Santos: São Paulo, 2001.

Por: Ft. José Diêgo Sales, DQ
Organizador do Blog