25 de novembro de 2010

Entendendo a neurofisiologia do alongamento



            Para entender a neurofisiologia do alongamento é preciso conhecer algumas estruturas envolvidas. São elas:

- Fuso muscular: estrutura que pode ser de dois tipo, em cadeia nuclear e bolsa - nuclear; na verdade são receptores “mergulhados” nos músculos e sensíveis à diferença de tamanho no músculo;
- Fibras intrafusais: fibras dispostas nos pólos do fuso;
- Neurônio eferente gama: fibra nervosa eferente que inerva as fibras intrafusais;
- Neurônio eferente alfa: fibra nervosa eferente que inerva as fibras musculares extrafusais.

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Como já mencionado, o fuso muscular é sensível a mudança de comprimento, seja no alongamento ou encurtamento. Este receptor é o principal responsável pelos efeitos neurofisiológicos evidenciados. Ao alongamento, o fuso muscular, sensibilizado, envia ao sistema nervoso central (SNC), através de fibras aferentes, informações acerca do grau de alongamento sofrido pelo músculo. Em contrapartida, informações são enviadas através do neurônio efetor alfa para que haja contração das fibras extrafusais, que estão ao redor do fuso, para devolver o tônus basal do músculo alongado, fato que parece interferir no alongamento.
Ao mesmo tempo que o neurônio motor alfa é ativado, um outro neurônio também é. Este último, a nível de medula, é chamado de interneurônio, sendo ele inibitório. Sua ação inibitória será exercida no neurônio motor alfa do músculo antagonista, sendo este o reflexo de estiramento ou miotático ou inibição recíproca. O isso que significa? Significa, que enquanto o músculo agonista é ativado, mesmo que em pouca intensidade durante o alongamento, enquanto o antagonista é inibido, minimizando assim o reflexo de estiramento. Alguns autores afirmam que a execução do alongamento passivo lento pode minimizar a ação dos fusos musculares.




Outros receptores envolvidos é o órgão tendinoso de golgi (OTG). Estes estão presentes na junção miotendinosa e monitoram a tensão muscular. São do tipo capsulado e transmitem informação através das fibras sensitivas do tipo Ib. Ao alongamento esse receptores são estimulados e, através da sinapse com o interneuronio inibitório, é mediado a cessação do estímulo para o próprio músculo, desencadeando o reflexo miotático ou de estiramento inverso, ou inibição autógena. Em virtude desse fenômeno, o músculo pode sofrer um relaxamento, o que equilíbrio com a ação de aumento de tônus no reflexo de estriramento.









Essas são as explicações pelo qual o flexionamento facilitado pode ser usado de maneira efetiva. Facilitado por se utiliza de efeitos neurofisiológicos mediado pelos receptores musculares e tendinosos, podendo ser denominada de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP).
Na próxima postagem será enfatizado as diferenças entre alongamento e fexionamento e seus tipos.

Referências:
KISNER, C.; COLBY, L.A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 5a edição. São Paulo: Manole, 2009.
CHAITOW, L. Técnicas de Energia Muscular. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

HALL, C.M. Exercícios terapêuticos na busca da função. 2ª edição. Rio de Janeito: Guanabara Koogan, 2007.

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