28 de janeiro de 2010

Hérnia de Disco

   A hérnia de disco é uma das patologias que afetam a biomecânica vertebral muito comum de ser encontrada nos consultórios de ortopedistas e fisioterapeutas. Um dos sintomas mais associados a essa patologia é a ciatalgia, mas outros sintomas vão se instalando, sobretudo perda da mobilidade normal do segmento vertebral acometido, que comprometerá toda mecânica vertebral e, subseqüentemente, todo o sistema musculoesquelético. Existe estágios de desenvolvimento da hérnia discal:

a) herniação: alteração do formato do anel fibroso que envolve o núcleo pulposo;

b) protrusão: o material do núcleo pulposo é contido por fibras mais externas do anel fibroso;

c) prolapso: ruptura o material nuclear no canal vertebral, podendo ser extruso, ou seja, o material nuclear vai além dos limites do ligamento longitudinal posterior, mas ainda em contato com o disco; ou ainda tipo seqüestro livre, quando esse material extruso perde contato com o disco e move-se para além da área prolapsada.
   A fisioterapia poderá intervir nos dois primeiros tipos citados acima, podendo até regredir a protrusão discal. Alguns fatores etiológicos podem ser apontados para o desenvolvimento da patologia discal, como sobrecarga repetida ao longo do tempo, causando colapso por fadiga ou ainda uma ruptura traumática, sendo mais comuns em hiperflexão. Pessoas entre os 30 e 45 anos tornam-se suscetíveis ao desenvolvimento de lesões sintomáticas.
   Os sintomas dolorosos surgem em virtude da pressão no disco ou dos tecidos endemacidos contra estruturas sensíveis a dor como ligamentos, dura-máter, vasos sanguíneos em torno da raiz e não, necessariamente, ao pinçamento do neural. A dor irradiada em um padrão de dermátomo, o aumento da atividade mioelétrica dos músculos isquiotibiais e diminuição dos reflexos tendinosos também podem estar associados com estímulos de dor referida proveniente de músculos da coluna vertebral, ligamentos interespinhais, discos e articulações facetárias.
   Os tratamentos propostos nem sempre são eficazes. Uma intervenção eficaz perpassa inicialmente por orientações e correções posturais relacionadas as atividades diárias. Exercícios do tipo estabilização segmentar são fundamentais para uma boa evolução. Uma avaliação sistemática criteriosa musculoesquelética também se faz necessária para a eliminação das compensações, bem como seu desenvolvimento ou surgimento. A fisioterapia dispõem de uma gama de recursos que podem contribuir positivamente para uma melhora considerável na qualidade de vida do paciente.

4 de janeiro de 2010

Síndrome da "Perna Curta"

   Um dos principais enfoques no Método Matheus de Souza de Quiropraxia está na identificação da perna curta. Mais importante que identificá-la é descobrir o que levou a isto. A perna curta pode ser anatômica, quando o individuo já nasce com uma perna menor que a outra, ou ser originada a partir de uma série de eventos compensatórios por disfunções musculoesqueléticas. Um dos efeitos compensatórios comumente descritos e encontrados é o desequilíbrio pélvico. Rotações do ilíaco em relação ao sacro podem levar ao encurtamento ou alongamento do membro ou se manifestar como reposta biomecânica ao membro curto. Uma vez manifestada a rotação ilíaca, haverá, portanto, o desequilíbrio sacro-ilíaco que deverá ser compensado a partir de uma torção do sacro em relação ao ilíaco. Com isso, um dos princípios de equilíbrio postural enunciado por Marcel Bienfait, a horizontalidade do olhar, será comprometido. Para restabelecê-lo, o corpo lançará mão de uma série de eventos biomecânicos disponíveis na coluna lombar, torácica e cervical.