24 de dezembro de 2010

Imagens em anatomia

       Em mais uma andança na internet achei um site que trazia muitas imagens anatômica do sistema esquelético. Diante da dificuldade de acharmos boas imagens de alguns seguentos, aí vai um ótimo link para iniciar a pesquisa.


Imagens do Sistema Esquelético (clique aqui)


9 de dezembro de 2010

ENADE 2010


     Para quem fez a prova do ENADE 2010 de Fisioterapia, ai vai o PDF da prova com as questões corretas assinaladas pelo gabarito oficial. Confiram.

Para fazer o download cliquem na imagem abaixo.

5 de dezembro de 2010

Eletromiografia em fisioterapia

     Cada vez mais a fisioterapia tem agregado tecnologias a sua prática clínica para avaliação e como suporte nos tratamentos fisioterapêuticos. A Eletromiografia (EMG) é uma dessas tecnologias. Através dela podemos avalivar o "estado" do musculo no que mais nos interessa, quanto a contratilidade e ação muscular.
     Diversos são os usos da EMG, que mais tarde estarei postando neste blog. Por enquanto, vou apenas pegar carona no ótimo blog de meus colegas amigos.  Eles fizeram uma rápida entrevista com o Prof. Aílton Luiz Dias Siqueira Júnior, Mestre em Engenharia Biomédica e Professor do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) - Campus Ituiutaba (MG), a respeito da EMG.

    Confiram:

                                                      

25 de novembro de 2010

Alongamento e flexionamento na fisioterapia


  Por: Ms. Danilo de Almeida Vasconcelos (D.O., D.Q.)           

               A Flexibilidade consiste em uma qualidade física a partir da qual um indivíduo é capaz de realizar um movimento em uma articulação ou série de articulações em toda a amplitude articular dentro dos limites anatômicos e sem promoção de lesões para o corpo.
Dentro de um programa fisioterapêutico, se o objetivo principal for manter os níveis de flexibilidade de um indivíduo, a metodologia mais indicada é o alongamento, o qual representa uma metodologia de trabalho sub-máximo que visa a manutenção dos níveis de flexibilidade utilizando uma amplitude articular permitida; se o objetivo terapêutico for um aumento da flexibilidade através de amplitudes de movimentos articulares superiores aos iniciais, a amplitude articular e a elasticidade muscular devem ser exigidas até os seus limites máximos, trabalho este desenvolvido através do flexionamento.
O alongamento na fisioterapia apresenta o subtipo denominado de estiramento, o qual consiste em promover a tensão sobre a estrutura miofascial por um tempo inferior a 10 segundos com uma intensidade agradável.
O flexionamento apresenta três formas de trabalho: o dinâmico, o estático e o facilitado. O flexionamento dinâmico consiste em movimentos balísticos para obter aumento de amplitude de movimento.
O flexionamento estático é semelhante ao alongamento por estiramento. Inicialmente é utilizado um tempo de manutenção submáximo de oito segundos, evitando assim a ativação dos fusos neuromusculares, seguido de estiramentos máximos de quinze segundos.
O flexionamento facilitado (FNP) utiliza, através da contração muscular, os processos neurofisiológicos de inibição. Dois métodos de flexionamento facilitado podem ser aplicados para aumento da flexibilidade. O método Contrair-Relaxar (CR) ou Relaxamento Pós-Isométrico e o método Contrair-Relaxar Antagonista Contrair (CRAC) favorecem o relaxamento do músculo no qual se está trabalhando a flexibilidade.
Uma nova abordagem de flexionamento facilitado é o flexionamento facilitado eletroestimulado (VASCONCELOS, 2009), baseado no aumento da flexibilidade através do uso da EENM. Neste caso, o princípio de tratamento é o mesmo do método facilitado, contudo a contração muscular produzida é decorrente da ação voluntária do indivíduo e da ação da eletroestimulação sobre a musculatura.


VASCONCELOS, D. Eletroestimulação: descomplicando a eletroterapia. Ibrates. 2009

Entendendo a neurofisiologia do alongamento



            Para entender a neurofisiologia do alongamento é preciso conhecer algumas estruturas envolvidas. São elas:

- Fuso muscular: estrutura que pode ser de dois tipo, em cadeia nuclear e bolsa - nuclear; na verdade são receptores “mergulhados” nos músculos e sensíveis à diferença de tamanho no músculo;
- Fibras intrafusais: fibras dispostas nos pólos do fuso;
- Neurônio eferente gama: fibra nervosa eferente que inerva as fibras intrafusais;
- Neurônio eferente alfa: fibra nervosa eferente que inerva as fibras musculares extrafusais.

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Como já mencionado, o fuso muscular é sensível a mudança de comprimento, seja no alongamento ou encurtamento. Este receptor é o principal responsável pelos efeitos neurofisiológicos evidenciados. Ao alongamento, o fuso muscular, sensibilizado, envia ao sistema nervoso central (SNC), através de fibras aferentes, informações acerca do grau de alongamento sofrido pelo músculo. Em contrapartida, informações são enviadas através do neurônio efetor alfa para que haja contração das fibras extrafusais, que estão ao redor do fuso, para devolver o tônus basal do músculo alongado, fato que parece interferir no alongamento.
Ao mesmo tempo que o neurônio motor alfa é ativado, um outro neurônio também é. Este último, a nível de medula, é chamado de interneurônio, sendo ele inibitório. Sua ação inibitória será exercida no neurônio motor alfa do músculo antagonista, sendo este o reflexo de estiramento ou miotático ou inibição recíproca. O isso que significa? Significa, que enquanto o músculo agonista é ativado, mesmo que em pouca intensidade durante o alongamento, enquanto o antagonista é inibido, minimizando assim o reflexo de estiramento. Alguns autores afirmam que a execução do alongamento passivo lento pode minimizar a ação dos fusos musculares.




Outros receptores envolvidos é o órgão tendinoso de golgi (OTG). Estes estão presentes na junção miotendinosa e monitoram a tensão muscular. São do tipo capsulado e transmitem informação através das fibras sensitivas do tipo Ib. Ao alongamento esse receptores são estimulados e, através da sinapse com o interneuronio inibitório, é mediado a cessação do estímulo para o próprio músculo, desencadeando o reflexo miotático ou de estiramento inverso, ou inibição autógena. Em virtude desse fenômeno, o músculo pode sofrer um relaxamento, o que equilíbrio com a ação de aumento de tônus no reflexo de estriramento.









Essas são as explicações pelo qual o flexionamento facilitado pode ser usado de maneira efetiva. Facilitado por se utiliza de efeitos neurofisiológicos mediado pelos receptores musculares e tendinosos, podendo ser denominada de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP).
Na próxima postagem será enfatizado as diferenças entre alongamento e fexionamento e seus tipos.

Referências:
KISNER, C.; COLBY, L.A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 5a edição. São Paulo: Manole, 2009.
CHAITOW, L. Técnicas de Energia Muscular. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

HALL, C.M. Exercícios terapêuticos na busca da função. 2ª edição. Rio de Janeito: Guanabara Koogan, 2007.

22 de novembro de 2010

Artroplastia do Quadril

     Numa rápida vasculhada do blog do Humberto (O Guia do Fisioterapeuta),  encontrei um link interativo, que o mesmo postou, de artroplastia do joelho. Achei bastante interessante e pertinente colocar no meu blog também. Se faz necessário que conhecemos procedimentos cirúrgicos onde iremos atuar seja no período pré operatório ou pós operatório. Esse link interativo, apesar de simples, mostra de maneira elucidativa os processos envolvidos na artroplastia do quadril, até inferindo sobre conhecimentos básicos envolvidos no processo. Cabe a nós entender cada processo, saber suas repercussões e elaborar um plano terapêutico propício para tal situação.

      Para ir à pagina interativa basta clicar na figura abaixo!








 

7 de outubro de 2010

Reeducação Postural Global

      O método Reeducação Postural Global (RPG) foi desenvolvido na década de 80 pelo fisioterapeuta francês Philippe Emanuel Souchard. Dizem os seus comtemporâneos que o método é uma herança das técnicas de alongamentos globais desenvolvido pela tão conhecida Françoise Mézières, da qual Souchard fora pupilo. Há relatos de que as técnicas usadas por Mézières lançavam mão de inúmeros terapeutas, sendo cada um encarregado de tensionar cada membro ou zona retraída do paciente, enquanto que no RPG tal abordagem sofreu radical adaptação: apenas um terapeuta trata o paciente.


      É peculiar ao método o tratamento diferenciado a cada tipo de cadeia muscular, de acordo com o tipo de fibras predominante na mesma. Assim, músculos cujas fibras são predominantemente fásicas tendem a enfraquecer, ao passo que músculos cujas fibras são predominantemente tônicas estão predispostos ao encurtamento. Logo, sob a ótica deste método, tratar grupos musculares distintos requer abordagens terapêuticas distintas: deve-se alongar cadeias musculares tônicas encurtadas e fortalecer cadeias fásicas enfraquecidas.

      Identificadas a zona de principal queixa sintomatológica, as alterações morfológicas do indivíduo e as cadeias tônicas encurtadas, alvo de principal interesse do método, parte-se para a adoção do plano de tratamento. Existem 8 posturas de tratamento, a saber: rã no chão com braço fechado, rã no chão com braço aberto, rã no ar com braço fechado, rã no ar com braço aberto, sentada, bailarina, de pé na parede e de pé no meio. O plano de tratamento de cada indivíduo será traçado a partir da eleição de posturas de tratamento adequadas a cada quadro sintomatológico e zona de retração apresentados pelo paciente. Não é recomendado, por exemplo, no primeiro atendimento de um paciente que apresenta hérnia discal L5-S1, referindo quadro sintomatológico de lombociatalgia aguda, eleger para o seu plano de tratamento posturas com carga (sentada e de pé).



      Os alongamentos proporcionados pelo método são pós-isométricos ou ditos em excentricidade: durante a evolução da postura as cadeias retraídas são alongadas durante seu relaxamento após contração isométrica solicitada pelo terapeuta. Isso acontece de maneira gradativa e sistemática para cada cadeia retraída, entretanto é importante ressaltar que as compensações decorrentes destes alongamentos merecem atenção especial e correção assim que identificadas, a fim de que estes obtenham maior eficácia. Em cada atendimento são adotadas duas posturas de tratamento, podendo durar, juntas, 50 a 60 minutos.

      É importante ressaltar ainda que o método dá enfoque especial ao alongamento do tendão suspensor do diafragma, sendo uma constante de cada atendimento a adoção de padrão respiratório paradoxal, caracterizado, dentre outros detalhes, pela depressão do diafragma durante o momento expiratório. Vale destacar que o princípio da globalidade é perfeitamente visível durante a adoção desta respiração, sobretudo nas posturas de rã no chão, pois à medida que o gradil costal é deprimido, percebe-se nitidamente a cervical (outra extremidade onde se insere o tendão suspensor do diafragma) sendo tensionada, levando o indivíduo a uma hiperextensão compensatória. De maneira análoga, ainda no que diz respeito ao “fio da globalidade”, à medida que uma outra cadeia muscular é alongada, há uma interferência no alongamento do tendão supensor do diafragma, causando bloqueio do padrão respiratório, requerendo do terapeuta percepção destes eventos e persistência no estímulo verbal e tátil a fim de que o paciente reinicie os ciclos respiratórios da maneira recomendada.

     Os resultados do método são rápidos e surpreendentes, tanto na correção de alterações morfológicas e deformidades posturais, quanto no tratamento do quadro sintomatológico do indivíduo. É mundialmente difundido e diariamente ganha notoriedade e novos adeptos onde é divulgado.


Escrito por:
Maercio Mota de Souza
Fisioterapeuta formado pela UEPB
Especialista em Fisioterapia Manual (Faculdade Maurício de Nassau)
Formação em Fisioterapia Manual e Postural (COOFISIO – PB)
Formação em Reeducação Postural Global (Instituto Philippe Souchard)



15 de setembro de 2010

Relação Comprimento-tensão e força muscular


         A tensão muscular proporcionada pelo em única fibra muscular é dependente direto da relação comprimento-tensão de seus sarcômeros. Para que s possa gerar uma tensão ótima, é preciso que essa relação seja ótima. A máxima que se deve ter em mente está inerente na teoria de deslizamento, sendo a força que uma fibra muscular pode gerar diretamente proporcional ao número de pontes cruzadas entre os filamentos de actina e miosina.
            Não caso das fibras que possuem um sarcômero “alongado”, ao começar a contração o númeto de pontes cruzadas entre os filamentos são menores que o ideal, podruzindo então pouca tensão.
            Em situação oposta, em que os sarcômeros são encurtados, filamentos de actina e miosina já sem encontram sobrepostos, tendo então pouco “caminho” que se percorrer e poder gerar tensão. Nesse caso, a tensão gerada também não é ideal. Em ambos os casos o resultado é o mesmo, menor tensão gerada, ou seja, menor força. O esquema abaixo exemplifica bem essa relação.


 Fonte:SILVERTHORN. Fisiologia humana: uma abordagem integrada, 2003.


            Algumas situações específicas isso pode ocorrer, como no caso do trigger points (click aqui). Os trigger points estão situados dentro de uma faixa tensa, faixa esse que os sarcômeros encontram-se encurtados próximos ao trigger point e alongados distalmente, como é possível observar na imagem ilustrativa abaixo. Nesse caso, essas fibras não podem gerar a tensão ótima porque a relação comprimento-tensão não é ótima.



            Kostopoulos e Rizopoulos (2007) afirmam que em músculos que possuem trigger points é evidenciada a fraqueza muscular em detrimento de músculos que não o possuem. Nesses casos, ficam evidente que os tratamentos adequado dos trigger points miofasciais e alongamento muscular pode levar à melhor relação comprimento-tensão, conseqüentemente a mais formações de pontes cruzadas, gerando mais tensão.
 

Referências:
SILVERTHORN, D. Unglaub. Fisiologia humana: uma abordagem integrada. São Paulo: Manole, 2003.
KOSTOPOULOS, D; RIZOPOULOS, K. Pontos-gatilho miofasciais: teoria, diagnóstico, tratamento. Rio de Janeiro: Ed. Lab, 2007.