15 de dezembro de 2009

Fibromialgia X Síndrome Dolorosa Miofascial

    Fibromialgia e Síndrome Dolorosa Miofascial são síndromes do dor crônica comumente confundidas, pois apresentam algumas similaridades. O texto a seguir traz algumas informações que podem fornecer subsídios para o diagnósticos e tratamento diferencial dessas síndromes.
   A fibromialgia (FM) é uma síndrome de etiologia desconhecida, classificada como uma doença reumática não-articular e não-inflamatória que afeta músculos e seus locais de fixação nos ossos, sem causar deformidades nas articulações. De acordo com American College of Rheumatology, é uma condição crônica caracterizada por dos disseminada que afeta metade do corpo (superior ou inferior, direita ou esquerda). O seu diagnóstico perpassar pela pesquisa dos 18 pontos doloroso conhecidos como tender points, onde se 11 desses pontos se mostrarem hipersenssíveis sem padrões de dor referida, associados a outros sinais e sintomas característicos da doença confirmam o diagnóstico de FM. Outros sinais e sintomas desta síndrome incluem distúrbios do sono, fadiga, dor abdominal, inchaço, rigidez matinal de curta duração, sensação de edema e parestesias. Síndromes como síndrome do cólon irritável, cefaléia crônica, ansiedade e depressão também podem acompanhar a FM. O grau de atividade física e estresse emocional merecem destaque dentre algumas alterações. Noventa por cento das pessoas com diagnóstico de fibromialgia sofrem de fadiga de moderada a severa, com perde de disposição, sentindo um cansaço parecido ao proporcionado por uma gripe. A dor difusa não cessa ao longo do dia, que pode aumentar ou diminuir. Pesquisas apontam o uso de exercícios, particularmente aeróbicos, como eficazes para diminuir os sinais e sintomas. A terapia de liberação posicional também pode ser uma alternativa para a diminuição desses pontos dolorosos.
    A Síndrome Dolorosa Miofascial (SDM) é uma síndrome de dor crônica regional caracterizada pela presença de pontos-gatilho (melhor descrito mais abaixo) de ativos ou latentes (produz dor referida espontaneamente e à palpação, respectivamente). A dor descrita nessa síndrome é do tipo lenta, profunda e persistente. A dor referida é descrita como seguindo alguns padrões notificados por vários autores (ver Trigger Points ). O tratamento perpassa por um bom diagnóstico e localização desses pontos. A literatura descreve várias modalidades terapêuticas para o tratamento, destaco aqui a compressão isquêmica seguida de alongamento com uso de spray de gelo instantâneo.


Por: Ft. Esp. José Diego Sales (autor do Blog)
Diplomado em Quiropraxia, Formação em Técnicas Osteopáticas Avançadas


3 comentários:

Anônimo disse...

Ola, tenho uma perna maior que a outra, onde a diferença é de 2cm, gostaria de saber se tem cura para voltar ao normal, e se for preciso uma cirurgia, vai atrapalhar em minhas atividades físicas?

Dr. Diêgo Sales (Organizador do Blog) disse...

Não dá pra te dizer na com certeza, por é preciso fazer uma avaliação mais precisa quanto a isso. Se essa diferença se der por uma assimetria funcional, pode ser corrigido. Mas se não, deverá ser feito uma palmilhamento personalizado para você. Aconselho que procure um fisioterapeuta quiropraxista ou osteopata e também uma avaliação baropodométrica. Ok?
Dê uma lida na postagem Síndrome da Perna curta neste blog para ter mais informações, ok?

Anônimo disse...

Olá. Tenho 17 anos e desde dos 12 tenho dores nas costas que não cessam nunca, apenas varia de intensidade. Essa dores se localizam na região onde fica o trapézio, essa parte é bem rija e quanto toco dói bastante. Também tenho dores em outras regiões, mas a descrita é a pior, justamente por não parar.