30 de dezembro de 2009

Síndrome do Piriforme


   A Síndrome do Piriforme é uma das síndromes dolorosas miofaciais que se manifestam frequentemente nos pacientes com distúrbios posturais e sintomatologias sacro-ilíacas. Este músculo é dito postural e, como tal, gera repercussões biomecânicas ou é alvo em alterações compensatórias. Pode se apresentar encurtado, mediante a um uso diminuído como pode ser observado quando um dos rotadores mediais, como o tensor da fascia lata, ou o piriforme do lado oposto está hipertônico. Também pode se apresentar fraco pela presença de um trigger point (ponto-gatilho).
   Existem sintomatologias características dessa síndrome. O primeiro e importante sintoma a ser evidenciado é dor ciática de origem miofascial observado nessa síndrome. Em 80% da população o nervo ciático passa sobre o músculo piriforme, nos 20% restante passa por dentro do músculo. Nesse ultimo caso fica fácil entender porque um espasmo ou encurtamento do piriforme produzirá dor do tipo ciática. E como distinguir a dor ciática de origem nervosa ou miofacial? O diagnostico diferencial pode ser feito com a elevação da perna até que produza a dor ciática com posterior rotação lateral do membro, afim de gerar alivio tensional por parte do piriforme. Se com este teste a dor for aliviada, diz-se, portanto, que é de origem miofacial (Obs.: o teste deve ser feito relativamente rápido e com cuidado para não produzir irritação nervosa acentuada). Sinais e sintomas como dor próxima ao trocânter, na região inguinal, regidez local sobre a inserção atrás do trocanter, dor na articulação sacro-ilíaca oposta, pé homolateral em rotação externa, dor sem alívio na maioria das posições, limitação da rotação medial na perna que produz a dor também podem ser relatados.   
   Outros sintomas menos relatados é dor persistene, intensa, que se irradia da região lombosacra até o quadril sobre a região glútea e na parte posterior da coxa ate a fossa poplítea.
   Tais sintomatologias somente serão aliviadas se tratadas de maneira adequada no “foco” do problema. Deve-se fazer uma investigação musculoesquelética minuciosa afim de descobrir o “por quê” da fraqueza ou hipertonia do piriforme, se o piriforme é causa primária ou secundária do problemas relatados pelo paciente. A fisioterapia e terapia manual dispõem de uma gama de recursos para um tratamento eficaz que poderá trazer alivio ao paciente desde o primeiro atendimento.


José Diego Sales
Organizador do Blog   

15 de dezembro de 2009

Fibromialgia X Síndrome Dolorosa Miofascial

    Fibromialgia e Síndrome Dolorosa Miofascial são síndromes do dor crônica comumente confundidas, pois apresentam algumas similaridades. O texto a seguir traz algumas informações que podem fornecer subsídios para o diagnósticos e tratamento diferencial dessas síndromes.

14 de dezembro de 2009

MÉTODO DE TERAPIA MANUAL MULLIGAN


    O conceito Mulligan foi desenvolvido pelo Drº Brian Mulligan, fisioterapeuta neozelandês nos anos 80, trata-se de uma técnica de terapia manual que se baseia no reposicionamento articular. Essas falhas posicionais limitam movimentos fisiológicos e causam dor. A técnica do Mulligan foi desenvolvida para reparar essas pequenas falhas, a terapia é executada de forma indolor, se houver dor é porque a técnica não foi eficaz. Existem várias formas de se aplicar a técnica, em todas as articulações como cervical, joelho, punho etc. A terapia Mulligan é executada em posições anti-gravitacionais, ou em movimento. Sua indicação é para toda falha posicional como, por exemplo, um torcicolo na região cervical.  O Conceito Mulligan utiliza muito das práticas e filosofias já desenvolvidas dentro da terapia manual. Ele difere, entretanto, ao combinar mobilizações passivas a um tratamento dinâmico. Em essência, movimentos fisiológicos ativos são adicionados às mobilizações passivas executadas pelo fisioterapeuta. O resultado é a diminuição imediata da dor e o aumento da função e flexibilidade.
    Brian Mulligan, fisioterapeuta formado na Nova Zelândia em 1954, aluno dedicado do norueguês Fred Kaltenborn, estabeleceu contatos com os principais expoentes internacionais da terapia manual, tais como Maitland, Cyriax, Elvey, McKenzie. O Interesse especial de Brian sempre foi em terapia manual desde que foi introduzido no campo por Stanley Paris, no início dos anos 1960. Ele reconhece como seu mentor Freddy Kaltenborn mas também tem sido inestimável a contribuição o seu conhecimento de James Cyriax, Maitland Geoff, Robin McKenzie e Elvey Robert.
Brian descobriu e desenvolveu um novo campo de terapia manual que chamou de "Mobilizações com Movimento" (MWMs). Isso foi em 1985 e dois anos depois em circunstâncias semelhantes, ele descobriu "Pain Release Phenomenon" (PRP).
    Brian Mulligan escreveu seu primeiro livro sobre suas técnicas em 1999 e agora está em sua 5 ª edição. Ele está disponível em Chinês, Português, espanhol, polonês, grego, coreano e japonês. Ele escreveu outro livro em 2003  intitulado "Self Treatments for the Back, Neck and Limbs". Ele está agora em sua segunda edição. Existem mais de 100 artigos apoiando as técnicas de Brian, MWM foi publicado em revistas científicas de todo o mundo.
    O "World Confederation for Physical Therapy" lhe presenteou com um Service International Award, em 2007, em reconhecimento por sua contribuição excepcional para a fisioterapia.
Vem ensinando seus conceitos desde 1972 em diversos países como Nova Zelândia, Austrália, Inglaterra, Alemanha, Holanda, Singapura, Portugal.
    Brian Mulligan foi casado com a Dawn por mais de 50 anos. Eles têm um filho, duas filhas, um neto e cinco netas. Como um típico neozelandês, ele adora o ar livre. Ele gosta de jogar golfe e de seu piano.




Rômulo Godoi


Fisioterapeuta com formação em Mulligan, Osteopatia, Quiropraxia, Crochetagem, Bandagens funcionais e Pilates


CREFITO 99114-f


(51)93227004 POA-RS


godoifisio@hotmail.com