6 de novembro de 2009

REABILITAÇÃO VESTIBULAR

    O processo de recuperação de indivíduos com disfunção vestibular ocorre em fases concomitantes, tendo inicio pela recuperação celular quando os neurônios danificados se recuperam, contudo permanecendo algum déficit. Em seguida, acontece a recuperação espontânea que se caracteriza pelo retorno das funções tônicas do reflexo vestíbulo-espinhais e vestíbulos-oculares, cujas ausências promovem assimetrias posturais, nistagmo espontâneo e desvio oblíquos oculares, respectivamente. Esta fase não possui dependência com a as informações visuais ou com a movimentação ativa e sim com a supersensibilidade da desnervação ou germinação axonal.
    Diferentemente da recuperação espontânea, a adaptação vestibular depende essencialmente da movimentação ativa cefálica e dos estímulos visuais. Dessa forma, torna-se uma fase altamente propicia ao tratamento fisioterápico da Reabilitação vestibular. Neste momento, a conduta fisioterápica procura aumentar o ganho do RVO, na tentativa de manter a imagem projetada na retina. A melhora no RVE advém dos treinos de marcha e das estratégias de equilíbrio, pois os vestibulopatas apresentam ataxia da marcha e base alargada.
    A Substituição também é um processo de compensação vestibular, caracterizada pelo aumento da eficiência das aferências visuais e proprioceptivas que são aprimoradas pelas condutas fisioterapêuticas. Todavia, a Substituição das funções vestibulares não acontecem de modo completo, pois a freqüência de disparo das outras aferências mostra-se mais lenta que as vestibulares.
Por fim, há um processo pouco conhecido na Reabilitação Vestibular que é a Habituação, no qual o paciente adquire a capacidade de reduzir os sintomas a partir mecanismos centrais ainda desconhecidos.
    Pelo exposto, podemos concluir que existem dois mecanismos, Adaptação e Substituição, pelo qual a Fisioterapia está capaz de atuar de forma eficiente e eficaz na melhora do quadro clínico e funcional do vestibulopata. Essa capacidade é adquirida através da utilização principalmente de condutas cinesioterápicas e da Fisioterapia Aquática. Em alguns casos, é possível utilizar manobras específicas a fim de promover a recuperação vestibular.



Johnnatas Mikael Lopes
Acadêmico do curso de Fisioterapia-UEPB
Membro da diretoria do Centro Acadêmico

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