24 de novembro de 2009

Movimentos Artrocinemáticos

                             Rolamento sem deslizamento                                             Deslizamento sem rolamento



Obs.: Esses dois movimentos não acontecem isoladamente







Rolamento + deslizamento (seguindo a regra do côncaco-convexo)
http://www.youtube.com/watch?v=13FxH9Ctg08

6 de novembro de 2009

ESTRUTURA E FUNÇÃO VESTIBULAR

    Antes de iniciar uma discussão sobre a ação fisiológica do aparelho vestibular, é necessário explanar um pouco sobre os sistemas responsáveis pelo controle postural.
O Controle Postural configura-se como aquisição primária e fundamental para um desenvolvimento e controle motor saudável e tido como normal, tendo em vista que ele precede o surgimento da mobilidade e manipulação fina. Dessa forma, fica compreensível e obvio a dificuldade da ação motora fina e de locomoção de pacientes com Paralisia Cerebral e Hemiparesia, os quais apresentam déficit motor postural.
Sabendo o quão importante é o controle postural, passa-se a uma nova etapa, saber o real conceito de postura. Este vocábulo denota a capacidade do corpo humano se manter em uma posição estática desejada e se orientar no espaço (Controle Postural Antecipatório) a fim de realizar suas funções. Todo esse arranjo espacial também deve seguir uma performace biomecânica viável energeticamente e um alinhamento dos segmentos.
    Agora podemos adentrar, finalmente, no Controle Postural na íntegra. As informações oriundas da periferia são de suma importância para a função estática e dinâmica corporal. Essas informações advêm tanto de exteroceptores como de proprioceptores. Aqueles são representados pela Visão, Audição e a sensibilidade tátil. Já como proprioceptores têm-se o aparelho Vestibular, a Visão e a sensibilidade de proprioceptores musculares e articulares. Portanto, é de saltar aos olhos a figura fundamental dos sistemas Visual, Vestibular e Somatossensitivo na condução de informações e também na geração de potenciais motores posturais.
Tendo uma visão resumida de como o sistema nervoso consegue comandar as ações posturais, podemos explanar sobre o nosso desejo maior que é a estrutura e função do aparelho vestibular. Este órgão é composto por um labirinto ósseo e outro membranoso, sendo este envolvido pelo primeiro. Entre o esses dois existe um liquido seroso, a perilinfa, semelhante ao líquor cefalorrquidiano, e que apresenta uma composição de Na+/K+ alta. Delimitado pelo labirinto membranoso há a endolinfa a qual possui composição semelhante ao meio intracelular e que seu movimento relativo causa a movimentação dos cílios transdutores do movimento.
    O vestíbulo é dividido em dois tipos de estruturas, os canais semicirculares e os órgãos otolíticos. Os primeiros se apresentam nos planos anatômicos vertical e horizontal, captando informações sobre a velocidade angular da cabeça através das células ciliadas e são em número de três (anterior, lateral e posterior). Os órgãos otolíticos compõe-se do sáculo e utrículo que diferentemente dos canais semicirculares captam informações a respeito da aceleração linear da cabeça e, consequentimente, do corpo. Estas aferências advêm do movimento das otocônias (cristais de cálcio) sobre a mácula otolítica, a qual é uma substância gelatinosa que está sobre as células ciliadas do sáculo e utrículo.
    As aferências vestibulares são conduzidas pelo nervo vestibular, cujo percurso é semelhante ao do nervo auditivo. No tronco encefálico, o nervo termina nos núcleos vestibulares que deliberam essas informações para o cerebelo e córtex, além da geração de potências de ação motores do reflexo vestibulo-ocular e vestibulo-espinhal.



Johnnatas Mikael Lopes
Acadêmico do curso de Fisioterapia-UEPB
Membro da diretoria do Centro Acadêmico

REABILITAÇÃO VESTIBULAR

    O processo de recuperação de indivíduos com disfunção vestibular ocorre em fases concomitantes, tendo inicio pela recuperação celular quando os neurônios danificados se recuperam, contudo permanecendo algum déficit. Em seguida, acontece a recuperação espontânea que se caracteriza pelo retorno das funções tônicas do reflexo vestíbulo-espinhais e vestíbulos-oculares, cujas ausências promovem assimetrias posturais, nistagmo espontâneo e desvio oblíquos oculares, respectivamente. Esta fase não possui dependência com a as informações visuais ou com a movimentação ativa e sim com a supersensibilidade da desnervação ou germinação axonal.
    Diferentemente da recuperação espontânea, a adaptação vestibular depende essencialmente da movimentação ativa cefálica e dos estímulos visuais. Dessa forma, torna-se uma fase altamente propicia ao tratamento fisioterápico da Reabilitação vestibular. Neste momento, a conduta fisioterápica procura aumentar o ganho do RVO, na tentativa de manter a imagem projetada na retina. A melhora no RVE advém dos treinos de marcha e das estratégias de equilíbrio, pois os vestibulopatas apresentam ataxia da marcha e base alargada.
    A Substituição também é um processo de compensação vestibular, caracterizada pelo aumento da eficiência das aferências visuais e proprioceptivas que são aprimoradas pelas condutas fisioterapêuticas. Todavia, a Substituição das funções vestibulares não acontecem de modo completo, pois a freqüência de disparo das outras aferências mostra-se mais lenta que as vestibulares.
Por fim, há um processo pouco conhecido na Reabilitação Vestibular que é a Habituação, no qual o paciente adquire a capacidade de reduzir os sintomas a partir mecanismos centrais ainda desconhecidos.
    Pelo exposto, podemos concluir que existem dois mecanismos, Adaptação e Substituição, pelo qual a Fisioterapia está capaz de atuar de forma eficiente e eficaz na melhora do quadro clínico e funcional do vestibulopata. Essa capacidade é adquirida através da utilização principalmente de condutas cinesioterápicas e da Fisioterapia Aquática. Em alguns casos, é possível utilizar manobras específicas a fim de promover a recuperação vestibular.



Johnnatas Mikael Lopes
Acadêmico do curso de Fisioterapia-UEPB
Membro da diretoria do Centro Acadêmico