2 de agosto de 2011

Excêntrico e concêntrico, muito mais que terminologias

Irei responder aos comentários abaixo com uma nova postagem! Para quem não leu, dêem uma olhadinha na postagem do Quick Quiz para se inteirar do assunto. O comentário do Raphael é bastante pertinente, mas nessa postagem estamos na verdade considerando um indivíduo sem patologia que interfira na eficiência do trabalho muscular. Ou seja, sem alterações de tônus ou problema articular que limite o desempenho do trabalho proposto. Ok?

Pensando nisso, vamos novamente ao que levantei nessa postagem. Para executar o trabalho concentricamente, quem vai está responsável pelo desenvolvimento do trabalho para o levantamento da carga? Somente as fibras contráteis musculares! Pois elas são capazes de gerar tensão suficiente para levantar gradativamente a carga, vencendo a grávida.
Já no trabalho excêntrico há uma ajudinha! Todo o tecido conjuntivo envolvendo o seguimento que está trabalhando ajuda, de maneira passiva, a no momento do abaixamento da carga. Seria como uma malha que onde dois indivíduos seguram, cada um em uma ponta, mas apenas um puxa, o outro apenas resiste. Quem puxa vai sentir a dificuldade de vencer a resistência oferecida pelo o tecido. No caso, a malha seria o tecido conjuntivo compreendido pela fáscia que recobre os músculos, ligamento, tendão. Oferece certa resistência durante a descida, sendo necessária uma menor atividade muscular excentricamente, já que esta está recebendo uma ajudinha. É evidente que não é uma redução muito grande da força em detrimento da atividade concêntrica. Mas é o suficiente para chegarmos a conclusão que é uma carga máxima concêntrica não é a mesma da excêntrica.
Pensando em termos patológicos, se existe uma atrofia muscular, talvez seja mais fácil trabalha cargas resistidas excentricamente do concentricamente. Ou mesmo fazer atividade excêntrica a favor da gravidade, para facilitar a contração, nos casos que não há como colocar cargas de resistência e atrofia significativa da musculatura. Esse pensamento seria aplicado na finalidade de trazer um grau inicial de força e controle neuromuscular. Trocando em miúdos, será mais fácil controlar a descida de um membro do que a subida, no caso de fraqueza muscular substancial.
Em exercícios de alta intensidade isso já um pouco mais complicado, já que num treinamento excêntrico e concêntrico, os ganhos adaptativos parecem ser similares. O relato de maior incidência de dor tardias provenientes do exercício excêntrico de alta intensidade pode influir nos resultados desses modos de treinamento. Pelo fato de ser pode ser usado cargas maiores durante o exercício excêntrico, ocorre uma maior sobrecarga no sistema cardiovascular, em detrimento o exercício concêntrico.
Por enquanto ficamos com essas característica, por sinal bastante interessante, dos exercícios excêntricos e concêntricos. Em breve estaremos abordando outras características. Estamos abertos a comentários!!!

Por: Ft. José Diego Sales, DQ
Membro Integrante do Centro Paraibano de Quiropraxia
Organizador do Blog

Referencias:
KISNER, C.; COLBY, L.A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 5a edição. São Paulo: Manole, 2009.
DEAN, E. Physiology and Therapeutic implications of negative work: a review. Phys Ther, 68:233, 1988. (Clique para ter acesso ao artigo completo)
Friden J; SJOSTRM M, EKBLOM B. Myofibrillar damage following intense eccentric exercise in man. Int J Sports Mes, 4:179, 1983.(Clique para ter acesso ao resumo)

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