25 de novembro de 2010

Alongamento e flexionamento na fisioterapia


  Por: Ms. Danilo de Almeida Vasconcelos (D.O., D.Q.)           

               A Flexibilidade consiste em uma qualidade física a partir da qual um indivíduo é capaz de realizar um movimento em uma articulação ou série de articulações em toda a amplitude articular dentro dos limites anatômicos e sem promoção de lesões para o corpo.
Dentro de um programa fisioterapêutico, se o objetivo principal for manter os níveis de flexibilidade de um indivíduo, a metodologia mais indicada é o alongamento, o qual representa uma metodologia de trabalho sub-máximo que visa a manutenção dos níveis de flexibilidade utilizando uma amplitude articular permitida; se o objetivo terapêutico for um aumento da flexibilidade através de amplitudes de movimentos articulares superiores aos iniciais, a amplitude articular e a elasticidade muscular devem ser exigidas até os seus limites máximos, trabalho este desenvolvido através do flexionamento.
O alongamento na fisioterapia apresenta o subtipo denominado de estiramento, o qual consiste em promover a tensão sobre a estrutura miofascial por um tempo inferior a 10 segundos com uma intensidade agradável.
O flexionamento apresenta três formas de trabalho: o dinâmico, o estático e o facilitado. O flexionamento dinâmico consiste em movimentos balísticos para obter aumento de amplitude de movimento.
O flexionamento estático é semelhante ao alongamento por estiramento. Inicialmente é utilizado um tempo de manutenção submáximo de oito segundos, evitando assim a ativação dos fusos neuromusculares, seguido de estiramentos máximos de quinze segundos.
O flexionamento facilitado (FNP) utiliza, através da contração muscular, os processos neurofisiológicos de inibição. Dois métodos de flexionamento facilitado podem ser aplicados para aumento da flexibilidade. O método Contrair-Relaxar (CR) ou Relaxamento Pós-Isométrico e o método Contrair-Relaxar Antagonista Contrair (CRAC) favorecem o relaxamento do músculo no qual se está trabalhando a flexibilidade.
Uma nova abordagem de flexionamento facilitado é o flexionamento facilitado eletroestimulado (VASCONCELOS, 2009), baseado no aumento da flexibilidade através do uso da EENM. Neste caso, o princípio de tratamento é o mesmo do método facilitado, contudo a contração muscular produzida é decorrente da ação voluntária do indivíduo e da ação da eletroestimulação sobre a musculatura.


VASCONCELOS, D. Eletroestimulação: descomplicando a eletroterapia. Ibrates. 2009

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