5 de agosto de 2010

Estabilização Segmentar Vertebral (ESV) Cervical


            Para o treinamento da ESV cervical se seguirá a mesma sequencia de protocolo do utilizado na coluna lombar: a) conscientização estática; b) associação dinâmica; c) controle automático. Também deve se ter o mesmo pensamento de trabalhar com músculos estabilizadores segmentares e globais (ver tabela na postagem “Estabilização da Coluna Vertebral” neste blog).
            Como relatado na ESV para coluna lombar, em caso de dor, a redução da queixa álgica deve ser enfatizada no início do tratamento. Para isso, técnicas específicas como pompage são muito eficazes (ver postagem sobre “Pompage” neste blog). Marcel Bienfait, em seu livro “Fáscias e pompages: estudo e tratamento do esqueleto fibroso” descreve uma série de técnicas que podem ser usadas.  As trações e mobilização articulares descritas por Maitland também são bastante efetivas na redução do quadro álgico de origem articular.
            Na ESV cervical, o objetivo é trabalhar sobre a lordose cervical, procurando retificá-la, como também a cifose torácica. O paciente deve estar em decúbito dorsal e ser instruído e realizar um movimento leve de “sim” com a cabeça, de forma a enfatizar a retificação da lordose cervical. Não permitir que o paciente leve a cabeça em extensão, aumentando a lordose cervical. Quando o paciente entender bem esta fase, pode ser colocado o Stabilizer®, para prosseguir o treinamento cinestésico. O aparelho deve ser dobrado em três, sobre suas unidades, para ser colocado sob a coluna cervical e inflado à 20mmHg. O paciente então é instruído a realizar o mesmo movimento de “sim” até aumentar a pressão para 22mmHg. Neste ponto ele deve manter constante a pressão. O paciente pode repetir algumas vezes (dependendo do aprendizado e eficiência que conseguir).Numa progressão, pode-se solicitar que aumente a pressão à 24mmHg e depois à 30mmHg.
Na evolução do tratamento, deve-se inserir o movimento dos membros, solicitando a manutenção da pressão de estabilidade para o paciente.
Para o trabalho de torácica alta, a conduta pode ser composta de alongamentos e flexionamentos dos músculos estabilizadores globais. Alguns desses músculos estão inseridos na definição da “Síndrome Cruzada Superior”. A postagem seguinte abordará esta síndrome e suas formas de tratamento. Aguardem!!!


SIQUEIRA, G.R.; SIVAL, G.A.P.; VIEIRA, R.A.G. Anatomia biomecânica e estabilização da coluna. Recife: Editora Universitária da UFPE, 2009.
KISNER, C.; COLBY, L.A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 5a edição. São Paulo: Manole, 2009.
BIENFAIT, Marcel. Fáscias e Pompages: estudo e tratamento do esqueleto fibroso. 4 ed. São Paulo: Summus, 1999.
CHAITOW, L. Técnicas de Energia Muscular. 3° edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008, 320 p.

0 comentários:

  ©Portal da Fisioterapia Manual - Todos os direitos reservados.

Template by Dicas Blogger | Topo